31/03/2007

Perdendo o brilho… E isso é bom

Fonte: Jornal da Tarde

No país mundialmente conhecido por exibir ‘corpos dourados’ em suas praias e arrecadar milhões com o esplendor do seu Carnaval, o que está na moda é, justamente, a falta de brilho. Pelo menos no que se refere à arquitetura e decoração de interior.

“Assim como na Europa, o brilho está saindo do consciente coletivo. Hoje, utilizamos mais materiais rústicos, que não têm brilho e não são polidos”, afirma Betty Birger , vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea).

Mas antes que se entenda rústico como sendo, única e exclusivamente, elementos que não contêm brilho ou de antiguidade, a arquiteta explica: “Tudo depende do contexto do projeto”. Segundo ela, o melhor exemplo de rústico seria trabalhar com materiais naturais preferencialmente oriundos do mesmo ambiente onde se está construindo.

Ela conta que, embora muitos dos materiais existentes hoje no mercado sejam de origem ecológica e passam por processo de reciclagem e restauração, é preciso ter conhecimento para saber aplicá-los em acabamentos e revestimentos e ter a resposta procurada. “Há aqueles materiais que não são naturais, mas que dão aparência rústica, como também há material rústico que dá aparência moderna e contemporânea. Depende do contexto.”

A arquiteta cita a utilização de um piso de travertino romano bruto e paredes com seixos rolados (pedras brancas) como exemplo do emprego de elementos rústicos que dão ares modernos em uma sala. Em outros casos, porém, materiais que não são 100% naturais acabam sendo rotulados e fazendo as vezes de rústico, como o silestone, que é um compacto de quartzo (95%) e cristais fabricados com alta tecnologia ao qual se agrega 5% de resina de poliéster como elemento aglutinante e pigmentos especiais.

Há ainda o porcelanato, que, mesmo não sendo um material natural, é apresentado tanto na forma polida quanto na forma ‘rústica’, e também algumas versões da tinta acrílica Terracor, que recriam a pintura de antigas vilas mediterrâneas. “O silesonte e o porcelanato não são produtos naturais, mas são muito utilizados pelos arquitetos em vários tipos de projeto porque têm boa durabilidade. Dependendo do lugar, eles tem uma reposta diferente”, completa Betty.

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