14/06/2010

Pesquisa aponta as tendências do mercado imobiliário

Fonte: O Globo
Em 70% dos casos, é a mulher quedecide a compra de um imóvel (Foto: Divulgação)
Em 70% dos casos, é a mulher quedecide a compra de um imóvel (Foto: Divulgação)

Quem decide a compra de um imóvel: o homem ou a mulher? Em 70% dos casos, quem dá a palavra final é ela. É o que aponta pesquisa realizada pelo Centro de Altos Estudos da Propaganda e Marketing (CAEPM/ESPM), em parceria com a Toledo & Associados. O estudo revela ainda as alterações sofridas e as tendências em relação ao morar.

“Não à toa, há um crescimento de espaços dedicados à mulher dentro dos condomínios, como spas, por exemplo, pois é ela quem escolhe o imóvel que melhor atende às necessidades da família”, diz Renato Barbosa, diretor comercial da Toledo & Associados.

O estudo aponta ainda que o crescimento do número de casais sem filhos e de solteiros se reflete na busca por imóveis mais compactos. Em 2006, havia 6 milhões de domicílios ocupados por solteiros e 8,6 milhões habitados por casais sem filhos. A projeção para 2012 é de aumentos de, respectivamente, 60% e 55,8% no número de lares nessas condições.

COZINHA SOFREU MUDANÇAS TANTO FÍSICAS COMO CULTURAIS: “O que importa para esses dois públicos é a localização: proximidade com o comércio, opções de lazer e transporte. Ambos buscam imóveis perto do trabalho. Com isso, ganham qualidade de vida”, diz Barbosa. “Os casais sem filhos buscam um dois-quartos, já os solteiros aceitam morar num quarto e sala”, completa.

Nos últimos anos, diz a pesquisa, alguns aspectos também contribuíram para a valorização da casa, tais como a violência urbana – que tem levado as pessoas a saírem menos à noite -; e a valorização da casa como indicativo de status, estilo de vida e de expressão da identidade pessoal.

“As pessoas escolhem e montam suas casas com foco na segurança. Nesse contexto, o conceito de condomínio-clube surge como uma forma dos pais saírem para trabalhar e deixarem seus filhos amparados nos condomínios”, diz Barbosa.

Dentro de casa, a cozinha foi um dos cômodos que mais sofreu modificações, físicas e culturais. Ganhou uma importância que antes não existia, em todos os segmentos sociais, e passou a fazer as vezes de sala de estar. Nesse cenário, o homem assumiu seu lugar no cômodo dentro de um contexto de sociabilidade: prepara o churrasco para os amigos, a massa da pizza, reúne todos e quer elogios, diz o estudo.

“A valorização da gastronomia atribuiu novos valores à cozinha, entre as camadas de renda e nível educacional mais altos. Ela passou a ser um espaço de entretenimento e de afirmação de um estilo de vida, no qual a culinária virou sinônimo de status. Agora, o homem pode cozinhar por prazer ou profissão. Até então, a cozinha de casa era um ambiente vetado a eles por preconceito social e sexual”, diz Barbosa.

Já as mudanças físicas, segundo ele, dizem respeito ao processo de estetização da casa brasileira nas últimas décadas:

“Hoje em dia se decora a casa ao invés de mobiliá-la. Esse processo tem se verticalizado para as camadas de baixa renda, como é o caso das cozinhas planejadas, que estão disponíveis para todos os gostos e orçamentos. E na hora da compra, são muitas as facilidades.”

PRESENÇA DE ANIMAIS TERIA CRESCIDO DE 35% PARA 50% – A pesquisa também revelou que a presença de animais de estimação nas residências cresceu de 35% para cerca de 50% nos últimos quatro anos.

“Isso pode significar o crescimento dos chamados “space dogs” nos empreendimentos”, finaliza Barbosa.

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5 Comentários

  1. Quero adquirir imovel na área comercial de porte pequeno a médio,porém o que aparece são c/preços muito alto.Solicitoaos senhores que tenho realmente interesse na compra, mascom preço real.Agradeço a atenção.Maria de Jesus

  2. O autor da matéria foi muito feliz em sua elaboração. Como corretor de imóveis, noto claramente as tendências apontadas, não somente quanto ao perfil subjetivo do imóvel (localização, segurança e área de lazer) como também nos aspectos objetivos, no caso da utilização da cozinha como ambiente social da residência.Outro aspécto interessante é quanto à preocupação com espaços destinados aos animais de estimação, que efetivamente já são considerados como elementos da família, merecendo, desta forma, seu espaço físico dentro da mesma.

  3. Space dogs????? Cachorro espacial????? Que falta de conhecimento do repórter. O correto eh dogs space.

  4. concordo com a materia, sou corretor o noto que na maioria das vezes quem decide e a mulher, quanto aos animais o crescimento e evidente, 80% dos meus clientes te animais, e acreditem, influencia demais na compra do imovel, por isso nos corretores temos que nos adaptar!

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