11/03/2007

Pesquisa local antes de lançamento

Fonte: O Estado de S. Paulo

O objetivo de incorporadora é saber hábitos e necessidades de público-alvo para atendê-los no empreendimento

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisAcademia – Espaço é valorizado em empreendimentos cujo público é de jovens casais e solteiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguns produtos imobiliários já surgem para atender sob medida os perfis de compradores. “A gente faz pesquisa na região para identificar o público que pretende atingir e buscar quais são as suas necessidades”, afirma Leon Bensoussan, diretor comercial da construtora Brascan.

Para apartamentos de até 70 metros quadrados, o executivo afirma que é possível trabalhar com três perfis: solteiros, recém-casados e casais com um filho. Nestes casos, as áreas de lazer terão um apelo mais adulto, como academias, espaços gourmet e salões de festa.

Uma novidade que a construtora identificou foi que na primeira torre do empreendimento Twin Towers, construído em Moema, grande parte dos compradores era de trabalhadores autônomos. No segundo empreendimento, a uma quadra de distância, a construtora ofereceu na área comum salas chamadas office-spaces. São baias e pequenas salas de reuniões onde os moradores podem receber clientes em casa como num ambiente profissional. “É um prédio focado para yuppies.”

Para unidades acima de 120 metros quadrados o foco é nas famílias com crianças e adolescentes. Para esse grupo o playground, quadras e piscinas ganham mais importância. “A gente renova os espaços de acordo com as necessidades solicitadas”, afirma.

“Quando se compra o terreno, já se começa a pensar no produto de acordo com a localização e a renda do público”, afirma Marcella Carvalhal, gerente de Marketing da Klabin Segall. Se o empreendimento é familiar, a área de lazer deve ser grande. “Grande parte da população de casais trabalha fora e deve haver um local seguro para os filhos brincarem”, afirma. Por isso os empreendimentos oferecem espaços para atividades esportivas para todas as faixas de idade.

A proximidade dos itens também têm influência. Playground perto do salão de festas com espaço gourmet integrado. Praça para a babá circular também é outro espaço pedido pelas famílias. Tudo é concentrado no térreo. Já condomínios para solteiros pode ter áreas comuns divididas entre o térreo e a cobertura. “Temos um empreendimento em que a cobertura tem a área fitness, a piscina, a lareira e o espaço gourmet.” Para os solteiros, a área de lazer é mais esportiva e social, com poucos itens para adolescentes e crianças. No térreo ficam espaços ligados a serviços como lavanderia. “É um perfil mais dedicado à vida profissional e tudo tem de ser prático.” A empresa se baseia nas pesquisas nos plantões de venda e no pós-compra.

Já a Rossi não trabalha com nichos exclusivos. Segundo o diretor Marcelo Dadian, todos os produtos procuram atender a perfis, mas sem excluir os demais. O empreendimento Landscape, por exemplo, é mais “descolado”. “É para um público que consome grife, é superfitness.” Dadian diz que o prédio também comporta famílias, mas neste caso não haverá quarto de empregada, por exemplo.

Lição

A pesquisa realizada pela mestre em Administração Sandra Pires revela que nem sempre as construtoras pensam no perfil dos moradores antes de levantar um empreendimento. “Alguns condomínios não são preparados para a pós-ocupação”, analisa. Ela exemplifica com casos em que os condomínios clubes são habitados por 1.500 ou 2 mil pessoas, mas só têm uma portaria. “Imagine a saída de carros nesse condomínio numa segunda-feira de manhã.”

 

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