03/01/2012

Pesquisa traça perfil dos imóveis disponíveis para locação no Rio

Fonte: O Globo

O ano mal começou, mas para quem está em busca do lar doce lar, não dá nem para dar uma paradinha para retomar o fôlego. Afinal, a demanda por imóveis para aluguel continua em alta e, em algumas regiões, encontrar o apartamento ideal pode exigir uma boa dose de paciência e muita persistência. É o que mostra uma pesquisa realizada em novembro pelo Sindicato da Habitação (Secovi Rio), que traçou o perfil dos imóveis disponíveis para locação na cidade.

Pesquisa traça perfil dos imóveis disponíveis para locação no Rio
Zona Sul concentra maior parte de ofertas de imóveis no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Segundo os dados coletados pela entidade, a Zona Sul concentra 44,1% das ofertas de toda a cidade, seguida da região da Barra e adjacências, com 32,2%. Entre os bairros, a Barra é a que tem a maior oferta: 488 imóveis, seguida por Recreio (229), Copacabana (175), Ipanema (155) e Leblon (149).

“A Zona Sul, apesar de ter a maior oferta, ainda tem muita procura. E é historicamente a região mais atrativa. Na Barra, o mercado de locação ainda é muito incipiente. As pessoas ainda não pensam na região” diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi, que vê a Zona Norte como um mercado potencial ainda pouco explorado pelos proprietários: “As ofertas na Tijuca, Méier e Bonsucesso ainda são tímidas. A Zona Norte inteira não pode ficar abaixo do número de ofertas de Jacarepaguá. Há muito potencial de crescimento ali, principalmente para imóveis de dois e três quartos”, defende.

A pesquisa também traçou os tipos de imóveis disponíveis para aluguel. Segundo os dados coletados pelo Secovi, 64,7% são apartamentos padrão (34,3%, deles de dois quartos; 33,1%, de três; 16,4%, de quatro; e 15% de um). As coberturas são 11,1% das ofertas; casas padrão, 9,8%; de condomínio, 5,9% e de vila, apenas 1,2%. Quitinetes são 3,2% do mercado.

“Isso mostra que o Rio é uma cidade muito verticalizada. E isso tem a ver até com a questão da segurança. As pessoas se sentem mais seguras em apartamentos e por isso preferem esse tipo de moradia” explica Schneider.

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