30/04/2008

Planejamento para o futuro

Fonte: Jornal EXTRA

Rio e Niterói vêem expansão de imóveis com bons olhos, mas pretendem realizar fiscalização rigorosa

O boom do mercado imobiliário está fazendo com que as secretarias de urbanismo preparem as cidades para receber tantos empreendimentos. Segundo a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), foram celebrados 101 lançamentos no Rio, até outubro do ano passado.

A Secretaria municipal de Urbanismo (SMU) do Rio aproveitou a deixa para engrossar o time de arquitetos e engenheiros. De acordo com o secretário Augusto Ivan Pinheiro, o corpo de funcionários recebeu o reforço de 70 técnicos. Para agilizar os processos de licenciamento das obras e a concessão do Habite-se, a secretaria informatizou o sistema e reformulou a burocracia.

– Dividimos a secretaria em áreas de planejamento e licenciamento. A mudança foi necessária frente à alta demanda por imóveis na cidade – disse Pinheiro.

Além da reestruturação interna, a SMU têm se dedicado a organizar o espaço urbano. Diferentes bairros da cidade receberam o Plano de Estruturação Urbana (PEU), como São Cristóvão e Campo Grande. O PEU objetiva regulamentar as construções, levando em conta as vocações dos bairros.

Do outro lado da baía, investimentos de fora

Já a cidade do herói indígena Araribóia vêm recebendo cada vez mais forasteiros. A chegada de empresas baianas, paulistas e do próprio vizinho carioca levou a prefeitura de Niterói a registrar 2.409 unidades habitacionais em construção, no ano passado. Para o secretário municipal de urbanismo, Adyr Motta Filho (foto), 2007 foi o grande destaque no mercado imobiliário niteroiense.

– Ao longo dos últimos três anos houve um aumento no número de empresas. A chegada é uma conseqüência natural da expansão dessas empresas – afirmou.

Além de comemorar os números do setor privado, Adyr também não esconde os feitos do setor público, principalmente no que se refere à habitação popular. Segundo dados da secretaria, R$47,5 milhões foram investidos na construção de 1.274 casas populares financiadas pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR), da Caixa Econômica Federal.

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