21/11/2008

Planejar é o que importa

Fonte: Jornal da Tarde

O mais aconselhável é prever os gastos e diluí-los durante as doze mensalidades do ano

O planejamento anual que inclui os gastos extras do fim de ano tem sido uma das medidas adotadas pelos síndicos para evitar sustos com os rateios e ainda contribuir para evitar o crescimento da inadimplência.

Para a gerente de marketing da Lello Condomínios, Angélica Arbex, o condomínio é um custo que pode ser planejado para evitar oscilações de valor. “Se isso for incluído desde o início do ano, sendo diluído em 12 meses, o acréscimo é muito pequeno no valor para cada condômino. Isso ajuda as pessoas a terem certeza de quanto vão pagar quando o fim do ano chegar”, afirma.

A síndica Maria de Lourdes Santarelli conta que, no condomínio Valentina, na Vila Guarani, todos os anos é feito uma previsão anual de gastos, em que o custo do 13º salário, férias, reajuste salarial dos funcionários e outros extras que são pagos nos últimos meses do ano são incluídos. “O valor vai para uma poupança a parte, em que fica rendendo para o condomínio e reservado para cobrir o que teria de ser pago em rateio”, comenta.

Para Maria de Lourdes, o sistema acabou sendo adotado pelos moradores do local por apresentar mais tranqüilidade no planejamento no orçamento familiar. “Esse gasto diluído pesa menos, e as pessoas sabem o quanto estão pagando. A provisão de gastos ajuda a evitar maiores custos no fim do ano, pois em dezembro ninguém lembra do rateio combinado no início do ano na assembléia geral. É sempre um susto”, diz.

No condomínio Edifício Araponga, nos Jardins, a síndica Suely de Moraes Pauli Gatti diz que a opção dos moradores foi de dividir os extras por 12 meses. “Está tudo no valor do condomínio. Tudo o que sobra nas contas do prédio no mês vai para um fundo de renda fixa, que vai trazer rendimento e cobrir esses gastos. Até as reformas temos conseguido pagar com essa aplicação, como modernização dos elevadores, para evitar ao máximo os rateios. Pessoalmente, não gosto dessas surpresas e tenho como objetivo não assustar os condôminos com reajustes e cobranças além do valor estabelecido em assembléia”, diz.

Para Suely, as alterações do valor do condomínio além do previsto podem elevar a inadimplência dos condôminos. “Se a pessoa não está contando com esse reajuste, corre o risco de o valor passar do orçamento mensal e ela não vai pagar. Por isso todos os extras precisam ser cobertos pelo fundo criado com esse propósito e já dentro do valor mensal pago pelo morador”, diz.

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