30/05/2011

Planeje o fluxo financeiro antes de começar a construção de um imóvel

Fonte: O Estado de S. Paulo

Vou construir um imóvel e disponho de cerca de 60% do dinheiro necessário para o a obra completa. É aconselhável financiar ou fazer a obra em etapas?

Reforma (Foto: Divulgação)
Reforma (Foto: Divulgação)

Vou construir um imóvel e disponho de cerca de 60% do dinheiro necessário para o a obra completa. É aconselhável financiar ou fazer a obra em etapas?

Para começar, você deve planejar muito bem os gastos com a obra. Nesse planejamento determine de maneira muito objetiva o passo da obra, ou seja, o tempo em que você pretende construir sua casa. Assim, a sua resposta sairá automaticamente. Quero dizer o seguinte: você deve organizar os fluxos de pagamentos de maneira que as entradas de dinheiro casem com os desembolsos na obra e, ao mesmo tempo, você ficara satisfeita com o prazo para terminar a construção. Assim, não haverá necessidade de financiar valor algum e sem dúvida a sua casa sairá mais barata. Por outro lado, caso haja necessidade de ter a casa pronta em tempo menor e você não tenha caixa para isso, daí sim você deve obter algum financiamento. Dessa forma, no entanto, a construção sairá um pouco mais cara. De modo geral, sempre procure poupar recursos antes de gastar, mas muitas vezes a nossa necessidade fala mais alto.

Sei que devo diversificar meus investimentos em ações, mas tenho medo de atirar para todos os lados e me perder. Uma boa carteira de ações é formada por quantos papéis? Em quantas empresas devo investir? Tenho R$ 20 mil para aplicar na bolsa.

Estudos internacionais indicam que uma carteira bem diversificada teve ter acima de 15 ações. Alguns estudos dedicados ao mercado brasileiro mostram, por sua vez, que com 12 ou 13 ações já há esse grau de “boa diversificação”. Vamos detalhar ao leitor o significado disto. Diversificação pode ser reconhecida na afirmação que já virou bordão no mercado acionário: Não coloque todos os ovos na mesma cesta, porque, se ela cair, todos os ovos irão quebrar. Esse é um conceito muito importante para finanças que quer dizer: não invista todo o seu dinheiro numa única ação (ou classe de ativo) porque caso o preço desse título caia você irá amargar o prejuízo. Agora, se há diversificação de papéis, bem como de setores, você está mais isento deste risco. Isso porque se caso o preço de uma das suas ações caia mais que o esperado, o preço do outro papel que está na carteira poderá subir mais que o previso. Dessa forma, um efeito compensará o outro.

Tenho uma dívida na Receita Federal que pode ser parcelada. Porém, estou pensando em vender o meu carro para pagá-la à vista e depois financiar outro veículo. O que o senhor me sugere?

Para essa resposta você deve fazer contas com os dados reais das duas operações. Algumas informações você deve considerar. O site da Receita Federal esclarece que o valor de cada parcela da dívida deve ser acrescido de juros equivalentes à taxa Selic (hoje em 12% ao ano), acumulada mensalmente, mais 1% relativamente ao mês que o pagamento estiver sendo efetuado. Atualmente, isto significa uma incidência de 1,95% ao mês de juros nas parcelas da dívida, que já está consolidada e com multas inclusive. Vender o seu carro pode significar não pegar um bom valor, além de que você deverá ter de pagar taxas de crédito e outros custos da aquisição, o que deve encarecer a operação. Para terminar a comparação, consiga a informação rígida sobre o valor da parcela do financiamento de veículos. Lembre-se que além da taxa de juros há incidência do IOF (3% ao ano). A minha estimativa é de que o resultado não deve ser favorável a venda do seu carro para pagar a dívida e financiar um novo veículo.

Tenho R$ 15 mil, que deixo na conta poupança e retiro um tanto de mês em mês, passando para a conta corrente. Dependo desse dinheiro para pagar aluguel, contas, comprar minhas coisas, comer, beber. O meu saque mensal é de R$ 2 mil. Gostaria de saber se há como eu colocar uma parte desse dinheiro em outro investimento para ter um rendimento melhor.

Pelo fato de que você depende da movimentação mensal desse dinheiro não há opção melhor do que a caderneta de poupança. Isso porque não há taxas envolvidas ou tributação. Como o volume poupado é relativamente baixo, qualquer outra opção tiraria essa vantagem da liquidez todas as vezes que você precisa, sem custos.

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