05/02/2014

Preço anunciado do metro quadrado inicia 2014 em desaceleração, aponta FipeZap

Variação para locação nova aproxima-se da inflação em São Paulo e no Rio de Janeiro

O preço dos imóveis iniciou o ano de 2014 em desaceleração. Segundo o Índice FipeZap Ampliado, o preço anunciado do metro quadrado registrou aumento de 13,5% em 12 meses, taxa 0,2 ponto percentual menor do que a registrada no mês anterior.

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Preço anunciado do metro quadrado inicia 2014 em desaceleração, aponta FipeZap
FipeZAP registra queda na variação do metro quadrado (Foto: Thinkstock)

Na comparação mensal, o aumento médio nas 16 cidades monitoradas foi de 0,8% (que compara-se com aumento de 1,0% em dezembro/2013). Esse valor é ligeiramente maior do que o aumento do IPCA esperado para o mês de janeiro (0,72%, segundo o boletim Focus, do Banco Central). Mas, em seis municípios, a variação no primeiro mês de 2014 foi menor do que a inflação esperada. Em Brasília houve retração nos preços (-0,3%), enquanto que São Paulo (+0,7%) registrou o menor aumento de toda a série histórica (iniciada em janeiro de 2008). No Rio de Janeiro, por outro lado, a variação acumulada em 12 meses aumentou (+15,5% em comparação a 15,2% registrados em dezembro).

Na comparação mensal, os maiores aumentos foram registrados em Florianópolis (+1,6%) e em Vitória (+1,4%), enquanto as menores variações ocorreram em Brasília (-0,3%) e Curitiba (+0,3%).

Os valores médios do metro quadrado em dezembro ficaram entre R$ 10.250 (Rio de Janeiro) e R$ 3.830 (Vila Velha). Em São Paulo, foi de R$ 7.839 e a média das 16 cidades foi de R$ 7.318.

Locação

O ZAP apurou com exclusividade que, em 12 meses, o preço do metro quadrado para locação subiu 6,7% em São Paulo e 7,6% no Rio de Janeiro. Entretanto, os imóveis de um dormitório foram os que tiveram a maior alta no Rio (+8,9%) e a segunda maior alta em São Paulo (+8,1%). Como comparação, os de 3 dormitórios subiram 4% em São Paulo e 5,6% no Rio.

“Os sinais de uma desaceleração mais ampla aumentaram em janeiro: em São Paulo, tivemos a menor variação mensal desde 2008; a variação em 12 meses do Índice FipeZap Ampliado diminuiu pelo segundo mês consecutivo; seis cidades tiveram variação menor do que a inflação, ou seja, os preços em termos reais caíram. Os sinais não são de um movimento abrupto de queda, mas é cada vez mais claro o fato de que o ciclo de aumento expressivo nos preços terminou”, analisa Eduardo Zylberstajn, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

O Índice FipeZap, desenvolvido em conjunto pela Fipe e pelo portal ZAP Imóveis, é calculado pela Fipe e acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros com base em anúncios da internet. A metodologia utilizada para o cálculo do Índice FipeZap está disponível em http://www.fipe.org.br.

9 Comentários

  1. Não concordo. Moro no Panamby e aqui só vem aumentando. No inicio do ano passado o metro custava 7.000 agora já vale 10.000. A tendência é só aumentar.

  2. boa tarde.comprei um apartamento no ano passado em construção,na conversa com o corretor ele não conta tudo isso deveria ser proibido pois é a nossa vida que está em jogo e tudo vem sendo mostrado aos poucos ,são taxas da construtora, no banco,e na hora da entrega das chaves aí é que vem a maior de todas ,o corretor na hora de vender é só a entrada mais mais a surpresa é grande e se não tivermos o valor ,podemos perder o imóvel?o meu apartamento fica pronto em agosto estou preocupada sem mais obrigada

  3. Se loco imóvel no Brasil sai mais caro do que no exterior. Em outros países, principalmente eua, não da uma casa velha aqui sem garagem no bairro em que moro. É uma fortuna.

  4. A desaceleração deve continuar e se aprofundar. Mas o perigo é uma “bolha”, com consequência imprevisível, para o país está sem rumo e com economia em grande retração!

  5. Esqueçam essa balela de “bolha imobiliária”. Mudem o discurso. Aqui no Brasil não existe este perigo de super endividamento, super queda nos preços dos imóveis. Aqui o dinheiro apenas muda de mão. Quem tem um sala e quarto amanhã tem um filho e precisa de um sala e 2 quartos. Ou a família cresce e há necessidade de mais um quarto aí quem mora no apartamento de sala e 2 quartos precisa comprar um de 3 quartos, e aí continuam as compras e vendas. Na maioria dos casos quem compra é porque vendeu algo. A antiga Lei da oferta e da procura vai continuar ditando as regras de Mercado.

  6. Não tem nada de bolha, os imóveis apenas vão subir de acordo com a inflação e pronto. Não se esqueçam de que antes de 2008 os imóveis estavam muito baratos. Enquanto não houver uma opção de investimento mais lucrativa o imóvel continua sendo bom negócio. É claro que quem comprou recentemente está preocupado, mas não esquenta não, a longo prazo imóvel é a melhor opção.

  7. Boa noite! entre 2007 e 2013, as vendas em São Paulo de apartamentos de um quarto passaram de 634 para 7.369; por outro lado, os imóveis de quatro dormitórios caíram de 11.066 para 2.507 no período, segundo dados da Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo). Mais provável que estes imóvel de um quarto foi comprado para investimento.Com queda real de 50% das ações das grandes construtoras do país e com estoque de apartamentos de 2012 e 2013 para vender, tem muita oferta no mercado e o mais provável é que os preços não se mantenha nas alturas. AINDA BEM

  8. Nada disso é normal.1) Brasil estar mais caro que a Europa.2)Aumento de 150% no preço dos imoveis nos últimos anos sem que ninguém tenha dobrado o salario.3) Anuncios de apartamentos caindo aos pedaços, comprados por operários e tendo mendigos como vizinhança por milhões de reais.4)A maioria dos moradores de um bairro jamais terem ganho, somando todas suas vidas, valor suficiente para comprar a casa em que hoje mora.A bizarrice dos preços só toma folego pelo fluxo de capital estrangeiro e pelos juros subsidiados do governo.Nenhum desses dois fatores consegue se sustentar eternamente. Deve haver oferta e DEMANDA real e não apenas investidores e presentes do Estado.

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