13/12/2011

Preço de imóvel tem menor alta em 15 meses

Fonte: Jornal da Tarde
Preço de imóvel tem menor alta em 15 meses
Valorização dos imóveis residenciais (Fotos:Divulgação)

Novembro foi mês de desaceleração nos preços de apartamentos no País. Em sete capitais brasileiras, o metro quadrado subiu 1,4% no mês passado, perante um avanço de 1,6% outubro. Trata-se da menor alta em 15 meses, de acordo com o índice FipeZap. “Os preços de imóveis não estão caindo, mas a cada mês sobem num ritmo menor”, afirma Eduardo Zylberstajn, economista coordenador do indicador. A valorização acumulada em 12 meses evidencia esse movimento: ficou em 27,6% em novembro, contra 28,8% em outubro.

Segundo o economista, o resultado reflete a perda de força da economia brasileira e também a cautela dos consumidores diante de um mercado de trabalho não tão animado como antes e de uma certa deterioração da renda. “É natural que um mercado que explodiu há uns dois venha buscar uma acomodação”, afirma. Ele explica que, apesar do resultado menor, o nível de aumento dos valores de imóveis ainda deve ser considerado relevante.

O Rio de Janeiro segue como o mercado imobiliário mais inflacionado do País, com alta de 1,7% dos preços de apartamentos em novembro, e Leblon, como o bairro mais caro – o metro quadrado bateu nova marca e ultrapassou os R$ 17 mil pela primeira vez. Mesmo assim, até na capital fluminense é possível constatar a desaceleração, já que o avanço em 12 meses era de 40% em outubro e recuou para 37% no mês passado.

O preço médio do metro quadrado encontrado nos anúncios foi de R$ 6.120, variando entre R$ 3.514 (Salvador) e R$ 7.936 (Distrito Federal).

Ao lado do Rio, apenas São Paulo teve alta superior à média do indicador, de 1,7%, embora tenha sido a menor em 17 meses. A região Ibirapuera-Vila Nova Conceição continua a mais cara da cidade (R$ 9.354 o m²). Na outra ponta, estão São Miguel Paulista (R$ 2.762), Artur Alvim (R$ 2.736) e Paraisópolis (R$ 2.607).

Além das capitais paulista e fluminense, só em Belo Horizonte (+1,4%) e Recife (+1%) os preços subiram na casa do 1% . Para Zylberstajn, isso confirma que em outras praças o grau de desaceleração está mais avançado. Mas como São Paulo e Rio são os dois maiores mercados imobiliários do País, os valores costumam ter maior variação, o que puxa para cima o índice.

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