05/09/2011

Preço do metro quadrado sobe 30% em um ano, segundo FipeZap

Fonte: ZAP Imóveis
(Foto: Divulgação)
Preço do metro quadrado subiu em média 106% em São Paulo (Foto: Divulgação)

O valor médio do metro quadrado subiu 29,7% nos últimos 12 meses em todo o País, segundo de o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, realizado pelo Zap Imóveis em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas de imóveis anunciados no Portal ZAP. A alta foi liderada mais uma vez pelo Rio de Janeiro, com avanço de 42% no período. Recife e São Paulo também registraram variações acima da média, de 30% e 29%, respectivamente.

“A demanda ainda é forte, as condições de crédito ainda são favoráveis, o mercado de trabalho está a todo vapor, fazendo com que o trabalhador tenha condições de realizar o sonho da casa própria, e o programa do Governo, “Minha Casa, Minha Vida” acaba de entrar na segunda fase. Essas circunstâncias contribuem para que o mercado permaneça aquecido”, diz Eduardo Zylberstajn, economista responsável pela pesquisa.

Além disso, desde 2008 o preço do m² subiu em média 106% em São Paulo e 132% no Rio de Janeiro. Na capital Paulista, a região do Ibirapuera e Vila Nova Conceição manteve o posto de líder no preço por m² (R$ 8.519). Por outro lado, o menor preço ficou com Paraisópolis, onde o m² anunciado foi de R$ 2.466. Já no Rio de Janeiro, os cinco bairros com os maiores preços tiveram valores acima de R$ 10.000 o m², com destaque para o Leblon, onde o m² custa R$ 15.919. A região de Anchieta apresentou o menor valor, R$ 927.

Considerando os bairros pesquisados, o preço médio do m² em agosto de 2011 ficou entre R$ 7.788 (Distrito Federal) e R$ 3.422 (Salvador). Em São Paulo, foi de R$ 5.667 e no Rio de Janeiro, R$ 6.912. Na média das sete regiões, o valor do m² anunciado foi de R$ 5.824.

No entanto, o ritmo da alta de preços tem diminuído a cada mês. Em nota, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) destaca que este foi o quarto mês consecutivo de desaceleração, sendo que em abril a taxa registrada foi de 2,7% e em maio, junho e julho as taxas foram de 2,6%, 2,3% e 2,1%. Seguindo o mesmo ritmo lento, o índice apurou que em agosto a taxa foi de 1,7% . “A cada mês que passa os números mostram que estamos próximos de um ponto de acomodação”, afirma o economista.

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