30/10/2006

Preço do metro quadrado também é atrativo

Fonte: O Estado de S. Paulo

Embora o Centro de São Paulo esteja de fato mais limpo e até mais seguro, o que realmente tem despertado o interesse dos empresários é o custo relativamente baixo do metro quadrado na região quando comparado a determinadas localidades da cidade.

A Avenida Paulista, que já perdeu muitos bancos e empresas para as avenidas Faria Lima e Luiz Carlos Berrini, ainda vende e aluga o metro quadrado por preços que variam entre R$ 2,5 mil e R$ 7 mil. Já no Centro, o metro quadrado pode ficar em torno dos R$ 400 ou alcançar R$ 700 se estiver nas proximidades de uma estação do metrô.

Entretanto, na opinião do engenheiro Dorival Souza Bastos, diretor da Saramandona Consultoria de Imóveis – empresa do grupo Valentina Caran -, apesar de toda a revitalização, o Centro não deverá ultrapassar muito mais o ponto em que chegou. “O próximo salto de crescimento se dará na Marginal Tietê”, prevê.

O primeiro grande salto foi do Centro para a Paulista, nos anos 70; seguindo-se o movimento em direção a Faria Lima; depois para a Berrini e, então, para a nova Faria Lima.

“Agora, por tudo que estamos vendo, a Marginal Tietê é que vai se desenvolver”, afirma, condicionando o novo salto à concretização do Rodoanel. “Na verdade, o fenômeno já está ocorrendo, com as inaugurações dos Fóruns Trabalhista e Criminal (localizados na barra Funda) e também do Hotel Holiday Inn no Anhembi.”

Bastos acrescenta ainda que a Marginal Tietê apresenta a facilidade de levar às principais rodovias e ao aeroporto internacional de Guarulhos “e o Terminal Tietê tem estrutura para crescer ainda mais”.

O engenheiro ressalta, no entanto, que o novo foco só não acontecerá “se não houver vontade política para incrementar a infra-estrutura na região”.

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