10/03/2011

Preços de imóveis subiram 2,1% em fevereiro e 13,2% nos últimos seis meses, segundo o novo índice FipeZap

Fonte: O Globo
(Foto: Divulgação)
Demanda maior que a oferta aponta uma variação positiva (Foto: Divulgação)

São Paulo – A valorização do mercado imobiliário, refletida pela demanda bem maior que a oferta, aponta mais uma variação positiva no preço do imóveis residenciais para compra e venda. Segundo o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, realizado pelo portal Zap Imóveis (uma empresa formada pelo Globo e o jornal “O Estado de S. Paulo”) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, em fevereiro a alta foi de 2,1% frente a janeiro. Nos últimos seis meses, a alta chega a 13,2%.

Das sete capitais pesquisadas, o índice acompanha em apenas três o resultado do acumulado dos últimos 12 meses. Entre elas, o Rio de Janeiro foi o que puxou a fila, com alta de 2,8% no mês passado e 41,7% nos últimos 12 meses. São Paulo ficou em segundo, com variação positiva de 2% e 24,5%, e Belo Horizonte em terceiro, com 2,7% e 19,1%.

Pela análise de cerca de 190 mil imóveis anunciados no portal Zap, a Fipe também registrou alta nos preços por número de quartos, sendo que os de um, dois, três e quatro ou mais se valorizaram 2%, 2,2%, 2,1% e 1,8% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. Só no Rio, desde janeiro de 2008 a variação foi positiva em 111% nos casos de um dormitório, em 99% nos de dois, em 97% nos de três e em 80% nos de quatro ou mais. Quanto aos preços por metro quadrado, o maior preço registrado na Zona Sul carioca foi no bairro do Leblon, de R$ 12.512, e o menor no Leme, de R$ 8.571. Na Zona Norte, a maior alta registrada em fevereiro foi no bairro Coelho Neto, R$ 1.176, e a menor em Guadalupe, R$ 815.

De acordo com o vice-presidente do Secovi-Rio, Leonardo Schneider, vários fatores têm puxado a alta nos preços dos imóveis. Entre eles, os investimentos em infraestrutura na cidade para as Olimpíadas e a Copa do Mundo, a grande quantidade de pessoas de fora que têm comprado e investido em imóveis no Rio e até a escassez de terrenos para viabilizar empreendimentos, principalmente na Zona Sul. Já o diretor de Business Intelligence do Zap, Caio Bianchi, aposta no aumento da renda média, acesso maior aos bens de consumo duráveis e à expansão do crédito imobiliário.

“Em 20 anos, nunca houve um aumento na procura por imóveis no Rio tão grande como agora. Só nos dois últimos anos, o aumento foi de 100%, em média. Moradia é um dos itens mais valorizados pelas famílias, e hoje, comparado a outras aplicações financeiras, o investimento em imóveis é imbatível”, disse Schneider.

Para ele, só uma nova crise internacional atrapalharia a expansão imobiliária.

“Internamente, o mercado tem muitos indicadores favoráveis, como demanda alta e inadimplência sob controle. Há muito espaço para crescer”, conclui.

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