27/04/2010

Preços médios de imóveis na zona sul disparam no Rio de Janeiro

Fonte: O Globo
(Foto: Divulgação)
Mercado carioca corre o risco de bolha (Foto: Divulgação)

Os valores médios de venda de imóveis usados de três e quatro quartos em áreas menos badaladas na Zona Sul já passaram da cifra de R$ 1 milhão. No eixo Ipanema-Leblon, o mesmo valor médio está alcançando os R$ 2 milhões. Segundo fontes do setor imobiliário, os preços dos imóveis no Rio estão inflacionados e tendem a cair. Para alguns, o mercado carioca corre o risco de bolha.

Segundo dados do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), o preço médio de um quatro-quartos em Ipanema subiu 152%, chegando a R$ 2,5 milhões, entre os meses de fevereiro de 2009 e 2010. Naquele período, um imóvel do mesmo tamanho no Leblon passou, em média, de R$ 1,2 milhão para R$ 1,8 milhão (mais 47%). Na Lagoa, registrou valorização de 60% e valor médio de R$ 1,6 milhão. E, no Flamengo, ficou 100% mais caro, subindo de R$ 708 mil para R$ 1,4 milhão.

Para o economista Roberto Zentgraf, coordenador dos cursos de MBA do Ibmec, os preços teriam passado do teto e o mercado corre risco de bolha:

“Há imóveis dobrando de preço, e a renda das pessoas não acompanha. Não custa ver o que aconteceu lá fora. Foi essa mesma euforia. Quem já comprou apartamento, fez um ótimo negócio, mas daqui pra frente, não se sabe.”

Ou seja, haveria o perigo de os negócios estarem sendo feitos no pico da alta.

“É uma aposta. Alguma hora o mercado imobiliário vai construir e não terá para quem vender, pois ninguém vai ter renda para comprar”, diz Zentgraf.

Executivos do setor, por sua vez, defendem o bom momento do mercado imobiliário carioca. Para o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider, fatores como a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a escolha da cidade como sede das Olimpíadas de 2016 contribuíram para o atual cenário positivo:

“E investir em imóveis está se tornando opção vantajosa, além de segura, pela alta rentabilidade em comparação com aplicações financeiras tradicionais.”

Zentgraf discorda:
“É o mesmo risco do mercado de ações. É um sobe e desce de preços.”

Mas, no geral, empresários do setor dizem que esses valores médios estariam sendo puxados, e referendados, pelos preços de imóveis da orla e de outros endereços nobres.

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