26/02/2018

Prédios de São Paulo pulam o 13º andar

Na capital paulista, alguns edifícios evitam o número por pura superstição, situação que ocorre muito nos Estados Unidos

Fonte: Zap em Casa

Após o 12º andar vem o… 14º! É isso mesmo o que acontece em pelo menos três dos prédios mais famosos da cidade de São Paulo. Acredita? Pois é. O edifício do Banco Safra (Avenida Paulista, 2100, Cerqueira César), inaugurado em 1988, o da torre norte do Centro Empresarial Nações Unidas (Avenida das Nações Unidas, 12901, Vila Nova Conceição), de 2000, e o do Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71, Centro), de 1954. Eles simplesmente pulam o 13º andar. Será que é isso que acontece? ↓

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A justificativa é a superstição que envolve o número 13, considerado de azar em algumas crenças. Há aviões e até navios que evitam o numeral, mas ele é realmente ‘odiado’ no mercado imobiliário americano. Estima-se que mais de 90% dos edifícios de Nova Iorque, cidade mais populosa dos Estados Unidos, não têm o 13º andar. Que loucura!

Saudoso Zagallo vai ficar maluco se souber disso

“A questão vem de um lado cultural e religioso. Muitas pessoas acreditam que o número 13 dá azar e isso faz com que construtoras descartem o 13º andar, com receio de prejudicar as vendas. Isso é muito comum em alguns países como Estados Unidos e Argentina”, explica o arquiteto Daniel Szego.

A moda não pegou no Brasil e a situação só acontece quando o dono do empreendimento não suporta o número. “No Brasil, poucos edifícios e condomínios de casas aboliram a utilização do número 13, mas isso não causa prejuízo para arquitetura. Se trata apenas de pular o número, não afetando a construção e nem deixando um andar vazio”, ressalta o arquiteto.

Sem fundamento

O médico psiquiatra Mario Louzã, membro do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, afirma que superstições são crenças, pensamentos mágicos, sem fundamento racional ou científico. Aí nós vemos que o ser humano é um bicho muito maluco, mesmo, não é? Para ele, essas crenças existem, provavelmente, desde que o homem pré-histórico se viu frente a situações que não conseguia explicar.

“Na busca por explicação – e qualquer uma é melhor do que a angústia da ausência de uma explicação – surgem as superstições. O cérebro humano é, de certo modo, moldado para buscar explicações, causas para aquilo que observamos. Muitas vezes o cérebro faz ligações casuais falsas, atribuindo um vínculo entre fenômenos que não existe”, diz o psiquiatra.

Olha só um exemplo claro que o médico nos deu: se alguém vê um objeto na rua e, logo em seguida, cai e se machuca, pode passar a atribuir o problema ao fato de ter visto aquilo. Aí nasce uma superstição. A culpa pelo tombo não é mais da pessoa, mas do objeto que deu azar. “Em geral, felizmente, as superstições não chegam a atrapalhar o cotidiano das pessoas, ficam restritas ao folclore de cada um de nós e da nossa cultura”.

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