22/08/2018

Conheça a arquitetura de prédios considerados mal-assombrados em São Paulo

Com histórias macabras, os edifícios viraram patrimônio cultural na capital paulista

Fonte: ZAP em Casa

Teatro Municipal de São Paulo

Teatro Municipal de São Paulo (Foto: Shutterstock)

Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº – Centro. Ano de inauguração: 1911

Espelhado em casas de espetáculos europeias, o Teatro Municipal de São Paulo foi projetado pelo arquiteto brasileiro Ramos de Azevedo e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi.

A construção demorou 8 anos. O prédio tem traços renascentistas e barrocos na fachada e é recheado de obras de arte, como medalhões, colunas neoclássicas, vitrais, mosaicos e mármores.

Segundo a crença popular, espíritos de artistas mortos que se apresentaram no local rondam o prédio. Funcionários alegaram já terem ouvido diversos barulhos no teatro vazio, sons de instrumentos tocando sozinhos, luzes piscando e vozes nos camarins.

Igreja Santa Cruz das Almas dos Enforcados

Igreja Santa Cruz das Almas dos Enforcados (Foto: Shutterstock)

Endereço: Praça da Liberdade, 238 – Liberdade. Ano de inauguração: 1891.

Típica arquitetura barroca, como a que está presente em praticamente todas as igrejas daquela época. São traços imponentes, com muitos adornos, elementos contorcidos e espirais, reproduzidos na fachada e dentro do local.  O teto possui efeito emotivo, com pinturas e esculturas.

O terreno onde está a igreja é o local exato em que condenados à morte eram enforcados na época do Brasil Império. O caso mais famoso é do cabo Francisco José das Chagas, o Chaguinhas. Recebeu pena de morte apenas por reivindicar salário mais justo.

Mas, na hora de sua execução, a corda teria quebrado duas vezes, o que foi considerado um milagre. Porém, ele foi morto na terceira tentativa. Isso ocorreu no ano de 1821. Muitos dizem que o espírito de Chaguinhas e outros injustiçados vagam pelo local.

Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP)

Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo  (Foto: Shutterstock)

Endereço: Largo São Francisco, 95 – Centro. Ano de inauguração: 1941.

O prédio atual foi projetado pelo arquiteto Ricardo Severo, após a demolição, em 1932, do convento franciscano que já era sede da Faculdade de Direito. Em estilo neocolonial, uniu arquitetura moderna e elementos do barroco.

No interior, vitrais realizados por Conrado Sorgenicht e o túmulo do ex-professor Júlio Frank, em estilo neoclássico, localizado no pátio do antigo convento que não foi demolido.

A lenda é de que o espírito do professor Frank aparece pelo local, assim como os de renomados juristas que foram alunos da faculdade. Nos corredores mais escuros, ecos significariam as discussões sobre política que eles até hoje travam na unidade.

Palácio da Justiça de São Paulo

Palácio da Justiça de São Paulo (Foto: Shutterstock)

Endereço: Rua Onze de Agosto, s/n – Praça da Sé. Ano de inauguração: 1933.

Projetada em 1911 pelos arquitetos italianos Domiziano Rossi e Felisberto Ranzini, com inspiração no Palazzo di Giustizia de Roma, na Itália, a obra foi realizada apelo Escritório Técnico Ramos de Azevedo só foi inaugurada 22 anos mais tarde.

Edifício com arquitetura neoclássica-barroca, tem estilo eclético, fachada figuras, cariátides (estátuas femininas) e símbolos do Judiciário. No interior, o Plenário do Júri, é totalmente ornamentado.

Segundo a crença popular, durante a noite é possível ouvir gritos, choros e e barulhos de correntes. Eles seriam provocados pelos espíritos de presos que foram condenados no local.

Edifício Martinelli

Edifício Martinelli (Foto: Shutterstock)

Endereço: Rua Líbero Badaró, 504 (uma das 3 entradas) – Centro. Ano de inauguração: 1929.

Quando inaugurado, em 1929, era o mais alto edifício do mundo fora dos Estados Unidos. Inicialmente, o projeto, de autoria do arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena, previa 12 andares, mas chegou a 30.

A volumetria em estilo eclético tem reentrâncias para melhor ventilação e iluminação, comuns a grandes hotéis norte-americanos da época, além de contar com as três divisões básicas da arquitetura clássica: embasamento (a base revestida de granito), corpo (recoberto de massa cor-de-rosa que fazia o prédio cintilar à noite) e coroamento (com o telhado coberto por janelas, chamado de mansarda).

O construtor teve problemas no financiamiento do prédio durante a década de 1940 e ele acabou abandonado. Invadido,foi se deteriorando e virou palco de prostituição e crimes. Em 1947, o menino Davilson foi estrangulado e jogado no poço do elevador.

Em 1960, cinco bandidos estupraram e mataram a menor Márcia Tereza em um dos prédios. O prédio só foi revitalizado nos anos 1970, quando várias ossadas humanas foram encontradas. Existem relatos de aparições de espíritos no local, barulhos estranhos e elevadores chamados para andares onde não há ninguém.

Castelo da Rua Apa

Castelo da Rua Apa (Foto: Shutterstock)

Endereço: Rua Apa, 236 – Campos Elíseos. Ano de inauguração: 1912

O imóvel foi construído como réplica de um castelo medieval por arquitetos franceses. Pertencia à família Guimarães Reis. Em 1937, os irmãos Álvaro e Armando Cézar dos Reis e a mãe deles, Maria Cândida Guimarães dos Reis, foram encontrados mortos a tiros na casa.

A investigação nunca comprovou o que ocorreu, mas uma das hipóteses é de discussão entre os irmãos, um teria atirado no outro e na mãe e se suicidado em seguida. Desde então, as almas estariam presentes no local.

O imóvel ficou abandonado até ser concedido à ONG Clube de Mães do Brasil, em 1997. O Governo do Estado restaurou a casa, entregando a obra em 2017.

Casa da dona Yayá

Casa da dona Yayá (Foto: Usp)

Endereço: Rua Major Diogo, 353 – Bela Vista. Ano de inauguração: 1902.

A Casa de Dona Yayá é hoje de responsabilidade da Universidade de São Paulo (USP) e passou por restauração. A parede de tijolos, pinturas murais e o jardim permitem recuperar três momentos da residência: o chalé de uma chácara rural, uma casa eclética em área já urbanizada e por último o sanatório.

A casa, com fachada ornamentada, está isolada em meio a um jardim de tratamento geométrico protegido do exterior por grades e portões de ferro fundido, associada ao jardim está a entrada lateral. O imóvel tem porões que, provavelmente, eram utilizados para a acomodação de empregados.

O imóvel era de propriedade de Sebastiana de Almeida Mello Freire, dona Yayá, que morreu em 1961, aos 76 anos. Viveu reclusa na casa por 40 anos, desde 1921, numa espécie de hospício particular, por ter problemas mentais. Ela achava que todos queriam violentá-la e matá-la. Moradores do bairro dizem que a casa é mal-assombrada e que é possível ouvir gritos que seriam de dona Yayá.

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