13/07/2009

Prefeitura espera que Zona Portuária ganhe 10 mil moradias

Empresários se mostram cautelosos com a expecativa da Prefeitura

Rio de Janeiro – Se o Rio, de fato, renascer no Cais do Porto, como esperam as autoridades, as moradias na região poderão, no futuro, alcançar preços de bairros da Zona Sul. Para a maioria dos especialistas do setor, como os de Flamengo e Botafogo. Segundo levantamento da Secretaria municipal de Habitação (SMH), o potencial construtivo da Zona Portuária é de 9.745 novas unidades residenciais. E, para incentivar o setor privado a investir por lá, o prefeito Eduardo Paes acaba de aprovar um antigo pedido dos construtores: a remissão das dívidas de IPTU que a maioria dos antigos imóveis carregam.

O plano inicial da secretaria é construir 499 unidades, em 24 imóveis que foram desapropriados e já têm licença de obra. De acordo com o secretário Jorge Bittar, essas moradias, distribuídas entre Saúde, Gamboa e Santo Cristo, serão entregues em até dois anos. O preço de venda deverá girar em torno de R$ 70 mil, com financiamento da Caixa Econômica. Em terrenos de estacionamentos e imóveis em ruínas, pequenos prédios serão erguidos. Os antigos casarões e sobrados passarão pelo processo de retrofit, isto é, serão modernizados, restaurando-se as fachadas originais.

Além disso, o município já está pedindo a cessão de 15 imóveis do governo federal, que permitiriam a construção de outras 772 unidades. A dificuldade de comprar terrenos na região – já que muitos pertencem à órgãos públicos – é, aliás, outro entrave para o investimento privado. É o que afirma Ricardo Freitas, diretor da incorporadora MDL Realty. A companhia comprou, há cerca de quatro anos, um terreno de sete mil metros quadrados no Santo Cristo, onde será erguido um edifício corporativo que custará R$ 90 milhões.

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