04/07/2011

Prefeitura multa quase 2 mil obras irregulares

Fonte: O Estado de S. Paulo

Infrações, como falta de documentação, foram cometidas de janeiro até 13 de junho

(Foto: Divulgação)
Penalidades foram relativas à reforma sem documentação (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de São Paulo aplicou, de janeiro a 13 de junho deste ano, 1.992 multas por desrespeito ao Código de Obras e Edificações.

De todas as penalidades aplicadas, as mais frequentes foram relativas à reforma sem documentação. Muitos não sabem que, se houver aumento ou grande mudança na estrutura da área edificada de uma casa, é preciso de um alvará da subprefeitura da área.

Ou seja, o documento será necessário sempre que houver novas construções, como por exemplo, de mais um banheiros ou cômodos extras – o famoso “puxadinho“. Para reformas mais simples, como derrubar uma parede para ligar uma sala ao quarto, a autorização não é necessária.

Formalizada a documentação, é partir para a reforma propriamente dita, tomando todos os cuidados para que ela não se transforme num pesadelo.

O sócio diretor da empresa SP Reforma, Wagner Araújo, conta que “cerca de 30% dos negócios da empresa vêm de pessoas que tiveram problemas com suas obras”. E acrescenta: “Nesses casos, nós precisamos desmanchar, corrigir e refazer”.

Preço – Apesar de chegar a custar até um quarto a mais da média geral de preços do mercado de construção e reformas, Araújo afirma que tem havido aumento na procura pelos seus serviços nos últimos anos.

Em geral, quem procura por ele são pessoas dispostas a pagar mais para ter menos dor de cabeça. “Toda reforma tem percalços, mas os problemas podem ser amenizados se a obra for feita com responsabilidade”, alega o empresário. Aumento de custos e prazo estourados para a conclusão das obras são algumas das dores de cabeça mais constantes quando o tema é reformar.

Numa tentativa de evitar esses transtornos, o escritório Ticiana Badra Arquitetura e Interiores desenvolveu, em parceria com a SBD Engenharia, um sistema, que segundo Ticiana, é capaz de prever com precisão quanto vai custar a reforma.

Chamado de “Projeto Integrado”, o sistema começa com a realização do projeto em um software capaz de calcular até a quantidade de parafusos que a obra vai necessitar. “O programa gera uma série de relatórios e planilhas com todas as informações e preço final da ação”, conta a arquiteta.

Readequação – Se o valor for muito alto e não couber no orçamento do cliente, é possível fazer uma adequação, observando materiais e pontos que podem ser substituídos no projeto.”Isso dá a vantagem de a pessoa poder se planejar, pois em alguns casos, quem faz uma obra chega a gastar o dobro do valor que havia esboçado no início das obras”, afirma Ticiana.

Usando a tecnologia há cerca de um ano, a arquiteta garante que a estimativa é muito precisa e o valor projetado pelo programa não sofre acréscimo de mais de 5% na hora de colocar a reforma em prática. “O proprietário não sabe a realidade da reforma, tem só uma previsão.”

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