21/01/2009

Prefeitura negocia com moradores parceria para levar arquitetos a favelas

Fonte: O Globo

Entidades que ainda não se reuniram com o secretaria estão interessadas na proposta

A prefeitura negocia parcerias com associações de moradores para tentar acelerar a implantação de 50 novos Postos de Orientação Urbanística e Social (Pousos) ainda este ano nas favelas, como forma de conter o crescimento das comunidades.

As reuniões do Secretário municipal de urbanismo, Sérgio Dias, já começaram.

Uma das que já manifestaram interesse é a Câmara Comunitária do Leblon, que poderá financiar a implantação e manutenção de um Pouso na Favela Chácara do Céu, conforme informou a coluna Gente Boa.

O custo do aluguel de um espaço para os Pousos e a contratação de arquitetos, engenheiros e estagiários, fica em torno de R$ 7 mil por mês. “Nós queremos que as associações fechem conosco um compromisso de longo prazo, dez anos ou mais”, disse Sérgio Dias.

Contratações em parceria com as universidades O secretário observa que em bairros de grande densidade o custo individual da parceria pode ser reduzido, de acordo com o número de proprietários de imóveis participantes.

Sérgio lembrou que o primeiro Pouso-padrão será implantado no Morro Dona Marta (Botafogo), dentro da parceria com o Estado para uma ocupação social da favela. Hoje, a prefeitura tem 33 Pousos, onde atuam funcionários municipais.

A expansão será possível com a contratação de especialistas admitidos em parcerias com universidades.

A presidente da Câmara Comunitária do Leblon, Evelyn Rosenzweig, disse que aguarda a apresentação da minuta de convênio para debater com os moradores.

No caso do Associação de Moradores do Alto Gávea, segundo seu presidente, Luiz Fernando Penna, o interesse é conter o crescimento da Vila Parque da Cidade. Ele também já conversou com Sérgio Dias. E agora vai ouvir o que pensam os moradores.

Entidades que ainda não se reuniram com o secretário estão interessadas na proposta. É o caso do Barra Alerta, movimento de empresários que financia projetos de segurança.

Já o presidente da Associação de Moradores do Leme, Francisco Nunes, diz que no bairro a preocupação é com a ocupação dos morros da Babilônia e do Chapéu Mangueira.

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