13/01/2007

Prefeitura revitaliza calçadas que preserva

Fonte: Jornal da Tarde

Programa iniciado em 2005 já recuperou 310 mil metros quadrados; última obra foi na Oscar Freire

Niels Andreas/AEZap o especialista em imóveisNa Rua Oscar Freire, nos Jardins, calçamento foi de concreto pré-moldado

A promulgação de decreto e cartilha sobre a padronização das novas calçadas de São Paulo obrigou a Prefeitura a fazer a lição de casa e reformar os passeios que estão sob a sua responsabilidade. A ação começou no segundo semestre de 2005 e já recuperou 310 mil metros quadrados, segundo dados do próprio governo municipal.

Além dos 250 prédios públicos, 36 vias estruturais – por onde passam veículos de transporte público – e oito ruas comerciais da Cidade receberam incentivo da Prefeitura para trocar seus passeios.

A última a ficar pronta foi a Oscar Freire, que, por ser uma das regiões mais sofisticadas, recebeu calçamento de concreto pré-moldado. “A Prefeitura colaborou com serviços de recuperação do asfalto, vias e sarjetas. Só isso custou R$ 3,5 milhões. Os lojistas investiram mais R$ 1 milhão”, afirmou Rosângela Lyra, presidente da associação dos lojistas locais.

O gerente da regional de São Paulo da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Paulo Grossi, elogia a iniciativa da Prefeitura de dar o exemplo para os moradores da Cidade. “São Paulo foi a primeira cidade a abraçar a causa, levar esse projeto a sério. O trabalho andou e evoluiu, a ponto de incentivar outras cidades a seguir o exemplo. As mudanças estão ocorrendo numa velocidade que me deixa surpreso.”

Uma das próximas avenidas a entrar na rota de restauração será a Paulista, principal cartão postal da Capital. O calçamento da via foi feito com concreto por baixo das pedras, e é bastante criticado por entidades que representam os moradores com deficiência de mobilidade.

“A calçada da Paulista está em projeto, será discutida. Em 2007, deveremos começar a fazer as obras para modificar o calçamento”, conta o coordenador do programa Passeio Livre, José Renato Melhem.

A importância de facilitar o caminho dos moradores das grandes cidades saiu inclusive da região Sudeste e chegou a outros pontos do País. Aproximadamente 150 pessoas, por exemplo, participaram no dia 12 de dezembro de um seminário promovido pela ABCP no Recife, Pernambuco.

Dados do último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicaram que no Brasil há cerca de 24 milhões de habitantes com dificuldade de locomoção, contingente que mais se beneficia das novas calçadas.

“Cuidar da acessibilidade é algo que não pode ficar restrito a apenas uma calçada. Tem de ser feito um programa mais amplo, que envolva todos os proprietários”, opina Grossi.
“Não adianta uma calçada estar em perfeitas condições, com sinalização para os deficientes visuais, e na calçada seguinte o pobre coitado despencar em um abismo.”
A colocação de piso de alerta para cegos, inclusive, já é obrigatório por lei federal.

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