24/10/2008

Prepare-se para a canseira

Fonte: Jornal da Tarde

Quase não há casa para locação. Apartamentos? Às vezes, não dá tempo nem de anunciar…

Como em todos os bairros da Capital, o mercado de locação de imóveis no bairro de Pinheiros também está valorizado e com pouca oferta. No entanto, as imobiliárias avisam: para quem quer alugar uma casa para morar, não vai encontrar na região.

“As casas de rua se transformaram em comércio em Pinheiros. Quando há residências vazias, estão nas vilas, e como essas se valorizaram muito no últimos tempos, a maioria está para venda e não para aluguel. No mercado de locação residencial, só há apartamentos na área”, comenta Heloísa Reis, gerente de locação da Adelino Alves imóveis.

Na imobiliária Pacheco, as casas que estão para aluguel são apenas para fins comerciais. “O proprietário prefere porque é mais seguro quanto ao recebimento dos aluguéis e, os inquilinos sempre investem no imóvel para torná-lo atrativo para o seu público alvo”, conta Sônia Guilhon, gerente de locação. Sônia também aponta outra questão que tem dificultado o mercado imobiliário: o preço. “As pessoas vem à imobiliária esperando encontrar imóveis de dois quartos por R$ 800. Não tem mais esse tipo de residência a esse preço. O mínimo é de R$ 1,2 mil”, afirma a gerente.

Por essa valorização, Heloísa recomenda esse mercado para investimento. Segundo a profissional do ramo imobiliário, enquanto, há cinco anos, um imóvel tinha o preço de locação correspondente a 0,6% do valor da propriedade na área, hoje, esse preço é de 1,5% do valor total do imóvel, sem falar da valorização do bairro ocorrida nos últimos anos. “A procura no local é muito grande, ainda mais com a expectativa do Metrô e o trânsito de São Paulo. Sempre há clientes procurando a região de Pinheiros para morar mais perto do trabalho”, diz.

Outro atrativo do bairro é a concentração de apartamentos antigos, muitos com baixo custo de condomínio. “Essa parte tradicional do bairro, que é muito familiar e boêmia para os mais jovens, atrai as pessoas pelo custo benefício, pois são apartamentos espaçosos em prédios pequenos. Isso faz com que o valor do condomínio seja pequeno”, diz Heloísa.

Quanto à parte comercial de locação, Sônia acredita que a região tenha uma oferta razoável de unidades, mas que está cada vez menor por conta do aquecimento da economia. “As salas e os pontos comerciais estão sendo ocupados rapidamente, e há pouca desocupação. A região tem oferta, mas ainda é preciso mais imóveis comerciais. Com a revitalização de partes como o Largo da Batata, acreditamos que a demanda deve crescer”, analisa.

O Metrô também fomenta o mercado de locação comercial no bairro e, como muitas empresas dão preferência para alugar em vez de comprar um imóvel para não reter capital, os profissionais do mercado acreditam que faltará espaço para receber escritórios de empresas maiores. “Esperamos o investimento das construtoras nessa área”, espera Sônia.

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