06/01/2007

Principal utilização é a residencial

Fonte: Jornal da Tarde

O principal uso do sistema de aquecimento solar no Brasil acontece nas residências: 85% contra 14% em construções comerciais e 1% no segmento industrial. Mesmo assim, a utilização é bem tímida: apenas 1,1% dos domicílios brasileiros.

Mas as vantagens são inúmeras. Além da economia na conta mensal de energia elétrica, cada metro quadrado de coletor instalado deixa de queimar 73 litros de gasolina ou 55 quilos de gás de botijão (GLP).

O mercado de aquecedores solares foi introduzido no País após a crise do petróleo, em 1973, e foi profissionalizando-se desde então. Depois da década de 90, o setor conseguiu isenção de tributos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que resultou na redução de preços do equipamento.

Mas foi somente após o apagão, em 2001, que o aquecedor solar atingiu com força o mercado consumidor. Para se ter uma idéia, antes do apagão havia no Brasil 500 mil metros quadrados acumulados de coletores instalados. Atualmente, a área instalada atingiu 2,8 milhões de metros quadrados.

Somente no ano passado foram instalados cerca de 400 mil metros quadrados, segundo dados da Associação Brasileira de Refrigeração, Aquecimento, Ventilação e Ar-Condicionado (Abrava).

Para o País, isso significa uma redução da demanda de energia elétrica no horário de ponta da ordem de 252 megawatts (MW), gerando a economia de R$ 750 milhões de investimentos em infra-estrutura no segmento elétrico.

No total, essa área de coletores solares instalada permitiu uma economia anual de mais de 380 mil MW. Isso tudo volta-se mais uma vez à sociedade e ao meio ambiente, já que mais de 860 mil toneladas de gás carbônico (CO) deixaram de ser lançadas na atmosfera.

Com isso, o setor conseguiu ainda gerar mais de 16 mil empregos qualificados – diretos e indiretos.

 

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