23/06/2007

Produto tem fabricação artesanal

Fonte: Jornal da Tarde

Detalhes das peças são feitos um a um em processo que mudou pouco em décadas

DivulgaçãoZap o especialista em imóveis

Os ancestrais do ladrilho hidráulico são encontrados nas construções desde os áureos tempos das sociedades mouras e bizantinas, entre os séculos 4 e 5. Naquela época, já havia materiais usados em pisos e paredes fabricados por um processo muito similar ao do ladrilho hidráulico que conhecemos hoje.

Em 1824, dois anos depois de nossa Independência, as pesquisas do químico britânico Joseph Aspdin levaram à produção do cimento, matéria-prima que deu ao ladrilho hidráulico, praticamente, a sua fórmula atual, considerando-se que muito pouco mudou no seu processo de fabricação nesses cento e oitenta e poucos anos.

O produto se popularizou nas primeiras décadas do século 20, principalmente na Europa, nas regiões mediterrâneas. Suas inúmeras possibilidades de desenhos e cores atraiu a atenção de arquitetos de peso, como catalão Antonio Gaudi, que o utilizou em diversos projetos. Sua beleza também fez parte de inúmeros projetos modernistas, na Espanha, e em estilo Art Nouveau, então, predominante na arquitetura francesa.

O produto chegou ao Brasil pelas mãos de imigrantes italianos,que forraram os chãos históricos de São Paulo e cidades do interior do Estado e, depois, chegando a outros Estados do País.

Artesanato em piso

A fabricação do ladrilho hidráulico é quase artesanal. A decoração do piso é feita com uma mistura de cimento com corantes em sua camada superficial – o que faz com que as cores resistam a tantos anos sob o trânsito de pés, móveis arrastados e até mesmo veículos.

O desenho que se quer obter é feito a partir de formas de ferro, nas quais são derramadas as misturas de cores conforme o padrão do piso.

Depois, a forma é completada com cimento comum e submetida a grande pressão por meio de uma prensa manual. Depois de formatado , a peça de ladrilho hidráulico é retirado da prensa e colocado para secar em prateleiras.

Basicamente, o processo é o mesmo tanto para ladrilhos de uso residencial quanto para aqueles mais rústicos, usados em várias calçadas da cidade – principalmente aquelas que reproduzem os traçados clássicos, como as ‘ondas’ cariocas ou o ‘mapa’ estilizado do Estado de São Paulo.

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