26/05/2009

Programa “”Minha casa, minha vida”” ofusca o veterano PAR

Fonte: Jornal EXTRA

Ao serem comparadas, a recém-lançada modalidade de financiamento, entretanto, saiu ganhando

A menina dos olhos do presidente Lula neste penúltimo ano de governo tem brilhado tanto que vem ofuscando o maior plano habitacional até então voltado para moradia popular: o Programa de Arrendamento Residencial (PAR). No ano em que completa dez anos, o projeto ganhou um concorrente de peso: o “Minha casa, minha vida”, anunciado em março. Para comparar as modalidades, o Extra fez as contas considerando as famílias com renda de até R$ 2.200, limite do PAR. A recém-lançada modalidade de financiamento, entretanto, saiu ganhando.

“O PAR sempre atendeu bem aqueles que estão na faixa de renda entre dois salários mínimos e meio (R$1.162) e o teto do programa de arrendamento, de R$2.200. Mas, no caso de rendimentos abaixo de R$1.162, as famílias não conseguiam pagar as prestações”, explicou o gerente nacional do PAR, André Marinho.

A parcela mínima do PAR hoje é de R$ 205, o que torna o pagamento inviável para muitos. O caçulinha do governo federal, porém, tem mais aderência na faixa de menor poder aquisitivo por oferecer parcelas de R$50 a R$139. O “Minha casa, minha vida” ainda tem prestações até 30% mais baratas para quem ganha acima R$1.395, já que conta com subsídios que o PAR não tem.

Apesar das vantagens do novo programa de habitação sobre o PAR, André Marinho acredita que há espaço e demanda para as duas iniciativas. Principalmente, porque o PAR não exige pagamento de entrada, não cobra juros e não tem saldo residual, na prática.

O gerente não descarta, entretanto, que o PAR sofra um ajuste ainda este ano:

“O Ministério das Cidades vai estudar um reposicionamento do PAR tão logo passe a fase inicial do “Minha casa, minha vida”.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio (Sinduscon-Rio), Roberto Kauffman, o comprador só tem a ganhar com a oferta de dois programas de moradia popular.

“Cabe ao comprador comparar as vantagens, de acordo com a localização, o tipo de imóvel e as parcelas. Para o construtor, também há mais uma opção”, disse.

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