27/01/2007

Programa verifica prédios antigos

Fonte: Jornal da Tarde

Casa Segura conscientiza condôminos de edifícios antigos sobre a necessidade de reforma na rede elétrica

Clayton de Souza/AEZap o especialista em imóveisTroca da instalação de prédio permitiu ao zelador Lourenço dos Santos passar mais tempo longe da caixa de força

Desde que a reforma no sistema elétrico do edifício Sepetiba começou, há quatro meses, a rotina do zelador Lourenço dos Santos mudou completamente. Antes de os fios, medidores e quadro de distribuição serem reformados, eram comuns os telefonemas reclamando que os chuveiros tinham parado de funcionar e a luz havia desligado. “Eu já sabia o que era: o disjuntor tinha ‘pulado’.”

O prédio, que fica na Zona Sul de São Paulo, tem 34 anos e nunca havia reformado as instalações elétricas. Foi um dos 150 edifícios visitados pelos técnicos do Programa Casa Segura, iniciado no ano passado, com a missão de checar a situação dos condomínios com mais de 20 anos na Cidade. “Trocaram o centro de medição, os disjuntores, substituíram as caixas de madeira por outras mais novas e agora estão terminando de levar a fiação até os apartamentos”, enumera Santos.

O horário de mais trabalho para o zelador começava às 18h, quando a maioria dos moradores dos 70 apartamentos ligava o chuveiro, a televisão e outros aparelhos domésticos que necessitam de muito mais energia para funcionar do que suportavam os fios instalados ali no começo da década de 1970. “Agora, nos sentimos mais seguros, depois da troca dos fios”, ressalta o zelador, que já não precisa mais correr até os disjuntores a toda hora.

Para os organizadores do Programa Casa Segura, o trabalho de conscientização dos síndicos e moradores de edifícios antigos ainda vai se fortalecer nos próximos meses, mas já começa a dar resultados. “Dos 150 prédios visitados no início, 15 deles já estão fazendo as reformas necessárias. O conhecimento é o mais importante nesse caso”, afirma Milena Guirão, coordenadora do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), que dirige o Programa.

No condomínio Sepetiba, as obras já estão no fim. “Estão passando os fios pelos locais que estavam entupidos e terminando de levar a fiação até os quadros dos apartamentos”, comenta Santos. Daí em diante, a responsabilidade da reforma passa a ser do morador e, de acordo com o zelador, alguns deles já se animaram a deixar tudo novo também.

A preocupação dos proprietários em trocar a fiação dentro de casa é um dos pontos cruciais para que a reforma seja bem-sucedida, lembra Milena. “Em muitos casos, o edifício se prepara, mas o morador não dá a devida importância.”

Higienópolis

Em novembro do ano passado, o Programa Casa Segura aumentou o leque e bateu na porta de 635 edifícios do bairro de Higienópolis. Aproximadamente 70% deles têm mais de 30 anos e deveriam passar por reformas nas instalações elétricas para evitar acidentes.

A blitz também distribuiu folhetos explicativos e ímãs de geladeira com dez dicas para deixar o sistema que garante energia para as residências mais seguro. Um dos alertas diz respeito ao perigo trazido com o uso de benjamins, à importância de fazer manutenção periódica do quadro de distribuição e à necessidade de instalar o fio terra para impedir choques.

Além da ação nas ruas, o Programa Casa Segura também criou um site (www.programacasasegura.org), que oferece contatos com empresas aptas a prestar assistência aos síndicos e donos de casas com mais de 20 anos e dispostos a promover a reforma.

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