06/01/2007

Programe a troca dos pisos

Fonte: Jornal da Tarde

Essa reforma é a que traz mais aborrecimentos por causa do barulho e detritos; planejar evita ‘surpresas’

Rogério Assis/AEZap o especialista em imóveisArquitetos dizem que é fundamental conferir se instalação de piso frio, como a cerâmica exigirá quebra do contra piso

Trocar o piso da residência é uma das reformas que mais trazem aborrecimentos para os moradores. O cheiro dos materiais utilizados para assentar o novo pavimento, em muitos casos, provoca náuseas e dores de cabeça. Dependendo da etapa da obra, perde-se completamente a privacidade e a organização de móveis, roupas, livros, utensílios.

Da porta para fora da residência também há alguns inconvenientes. O barulho das talhadeiras incomoda não somente a família, mas todos os moradores do edifício. Da mesma forma, o transporte de materiais pelos elevadores provoca um certo desassossego nos condôminos. Por tudo isso é fundamental que as mudanças tenham o mínimo de planejamento.

Obviamente, tudo o que for possível deverá ser feito antes da mudança para uma nova residência. No entanto, se isso não couber no orçamento doméstico, é preciso organizar o que vai sofrer alterações primeiro. O melhor é começar a troca do piso pela cozinha e por pelo menos um dos banheiros.

Áreas íntimas

Dessa forma, os inconvenientes da obra depois da ocupação ficam reduzidos. Em seguida, a reforma deverá seguir para os quartos e para as áreas íntimas da residência.

É conveniente para um mínimo de conforto que pelo menos um dos quartos fique sempre à disposição de todos da família durante a obra.

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisInstalar um carpete de madeira é mais rápido

É preciso pensar também na vizinhança, especialmente no caso de prédios e condomínios. A Prefeitura estabelece normas de postura que estabelecem os horários em que são permitidos ruídos e aqueles em que o barulho é inadmissível. Mas usando o bom senso tudo fica mais fácil.

O transporte de materiais pelos elevadores deverá ser realizado, preferencialmente, naqueles horários em que as pessoas ou já saíram para trabalhar ou ainda não voltaram para casa.

Se o barulho puder começar depois das 9 horas tanto melhor. E quanto menos tempo durar, mais agradecidos ficarão os vizinhos.

Outra questão que é considerada importante pelos especialistas, ainda que não resolva nem alivie o incômodo causado, é saber se nos apartamentos próximos há alguma criança de colo e avisar aos pais do cronograma da obra.

Pensar em lidar com os vizinhos da mesma forma como gostaria de ser tratado é considerada uma ótima política de boa vizinhança.
Casar essa atitude com uma reforma mais barata e rápida é o que melhor pode ocorrer.

Materiais

Dependendo do tipo de material escolhido, a obra poderá durar mais ou menos tempo. Arquitetos consultados pela reportagem recomendam primeiro saber se haverá a necessidade de quebrar o contrapiso ou não. A instalação de pisos frios normalmente requer esse quebra-quebra e toma mais tempo para ficar pronta.

Carpetes e laminados são normalmente colocados no lugar muito mais rápido. O piso de cerâmica demora cinco vezes mais do que o carpete para ser instalado.

Tempo que, claro, depende da escolha correta do profissional que vai fazer a reforma.

No caso de carpetes, por exemplo, a maioria dos revendedores já indica os instaladores. Isso quando já não vende o pacote completo: produto e instalação.

No caso de pedras e cerâmicas é diferente. Cabe normalmente ao morador escolher quem vai realizar a reforma. Nesse caso, é bom procurar profissionais indicados por alguém de confiança. Não só pela capacidade técnica, como também pela sensação de segurança.

Dica é deixar áreas sociais por último 

É fundamental deixar claro quais são os prazos e quanto vai custar a mão-de-obra para evitar aborrecimentos. Após passar algum tempo ouvindo pancadas de marretas, sentindo cheiro de cimento e vivendo num ambiente empoeirado, qualquer mudança de planos pode se transformar numa discussão.

Uma dica de arquitetos consultados pela reportagem é deixar para o fim os cômodos que menos provoquem transtornos na residência. O raciocínio é simples: à medida que a obra se desenvolve vai consumindo a paciência de todos.

Se no final ainda for preciso tomar banho na casa de parentes ou ficar sem a geladeira e o fogão, o incômodo é maior. Por isso, o melhor é começar pela cozinha e banheiro e deixar as áreas sociais por último.

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