25/09/2013

Projeto minimalista e muito prático: uma casa de praia à prova de dor de cabeça

Projeto minimalista e muito prático: uma casa de praia à prova de dor de cabeça

Fonte: Revista do ZAP

Residência de Atlântida, no Rio Grande do Sul, tem na escolha de materiais e de soluções o segredo para uma temporada sem complicação

“… e o simples resolve tudo”, cantou Renato Teixeira na música Irmãos da Lua. O verso expressa o desejo da decoradora francesa Véronique Braga Silva para a própria casa em um condomínio em Atlântida, no litoral norte do Rio Grande do Sul. Praticidade define o projeto arquitetônico e de interiores da construção finalizada há dois anos, mas que conserva detalhes tão atuais que poderia ter sido concluída há uma semana.

Decoração-Praia-Atlântida


“Eu queria o máximo do conforto com o menor custo, uma casa muito simples e de fácil uso, que pudéssemos desfrutar de diversos modos, com privacidade e sem a necessidade de, por exemplo, ter empregada ou faxineira frequente”,  diz Véronique.

A construção de 400 metros quadrados de área, distribuídos em dois andares, é utilizada pela família – Véronique, o marido e os dois filhos, durante a estação mais quente do ano.

Detalhamento construtivo

A integração é total no andar térreo. Estar, jantar e cozinha de um lado, churrasqueira do outro.  Os detalhes arquitetônicos foram pensados para dar tanto leveza visual quanto praticidade na manutenção.

“As portas não têm guarnições, usamos apenas marco com negativo em relação à alvenaria, solução de efeito estético dentro da linguagem minimalista e limpa”, diz Rodrigo Maya, um dos autores do projeto arquitetônico.

Na área íntima, localizada no segundo andar, a distribuição das áreas visa ambientes iluminados, amplos e arejados.

“Tudo é para facilitar o uso e contribuir para uma vida simples e sem tanto trabalho”,  conclui Véronique, consciente de que uma vida sem complicações é um dos segredos para a felicidade.

Sabem tudo esses franceses.

Sobreposta e ecológica

Arquitetonicamente, a casa foi construída com base em dois blocos em formato de L sobrepostos, trabalho da dupla de arquitetos Rodrigo Maya e Luiza Campana, da Manifesto Arquitetura, e do engenheiro estrutural Mário Santos.

Decoração-Praia-Atlântida

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“A casa se volta para o interior, dentro do pedido de privacidade feito pelos proprietários”, resume Rodrigo.

Detalhe projetado em conjunto entre a equipe e a decoradora Véronique, no segundo andar, chama a atenção: um jardim de suculentas na cobertura.

“O telhado funciona mesmo, não é só decorativo, ajuda a manter a temperatura da casa”, assegura Véronique.

Privacidade à luz do sol

O jardim, resguardado no miolo da construção, une-se à área social pelas portas de vidro que se abrem totalmente. A área externa tem piso cimentício atérmico e piscina de 40 metros quadrados de área com pastilhas brancas.  Construída com uma parte mais funda (1,50m de profundidade) e outra rasa (30cm), recebe com segurança cadeiras no platô sem atrapalhar o banho.

“A orientação solar foi vital. A piscina fica na fachada norte e distante da casa para aproveitamento máximo”, diz Rodrigo,  autor do projeto com Luiza Campana.

Piscina sem mistério

Tá planejando ter uma piscina em casa? Arquiteta esclarece dúvidas para ajudar a escolher o modelo ideal para cada caso:

– A piscina valoriza o visual de uma área externa, mas são mais aconselhadas para famílias com crianças ou que gostem de receber visitas para desfrutar do lazer na água. Um dos motivos é que a piscina requer muita manutenção em proporção aos poucos meses de uso.

– O tamanho mínimo depende do número de pessoas que precisa comportar. Nas coberturas, opte pelos modelos de canto. O formato é determinado pelo projeto arquitetônico, mas as arredondadas se harmonizam com o jardim.

– Os revestimentos pequenos e em formatos quadrados – 2,5cm x 2,5cm ou 5cm x 5cm –, chamados de pastilhas, dão efeito estético diferenciado, mas exigem mais manutenção. O material é indicado para piscinas em formato curvo. Já os revestimentos maiores, em geral cerâmicos,  vão bem em piscinas de linhas retas, pela dificuldade de aplicar o material nas curvas.

– A profundidade é determinada em função das crianças, mas não apenas delas, pois crescem e podem usar boias. Considerando isso, pode-se definir a profundidade de uma piscina em torno de 1,50m, e a altura da água, em cerca de 1,40m.

– As propostas com prainha (platô mais raso) são usadas quando há mais área para dispor o equipamento e em piscinas maiores. Recomenda-se o modelo para quem gosta de tomar sol dentro d”água ou para quem tem crianças pequenas.

– A piscina de raia é recomendada para os que nadam ou para quem tem uma extensão grande de pátio que comporte esse modelo.

– Todas as piscinas customizadas devem ser impermeabilizadas, exceto as prontas, de fibra, que não absorvem a água.

Fonte: arquiteta Juliana Judá

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Tags: arquitetura

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