15/08/2019

Confira os prós e contras de comprar um imóvel direto com o proprietário

É necessário ter conhecimento técnico para realizar transações sem corretor imobiliário

Fonte: ZAP em Casa

Menos comuns, as transações feitas diretamente com o proprietário ainda são de preferência de muitos compradores.

Comprar um imóvel é a realização do sonho da maioria dos brasileiros. Porém, é algo difícil de se alcançar por conta do alto valor necessário para adquirir um apartamento ou uma casa. Existem muitas formas de economizar. Uma delas é fazendo o negócio sem o intermédio de uma imobiliária ou de um corretor, comprando diretamente com o proprietário.

Porém, nem sempre essa é a melhor maneira de concluir o negócio porque existem muitos riscos inerentes a este tipo de negociação e ninguém quer comprar o imóvel dos sonhos e depois isso se tornar um grande problema. Portanto, é importante ter muita atenção em relação aos cuidados que devem ser tomados na hora de comprar um imóvel direto com o proprietário e ficar ciente dos riscos para avaliar se a economia vale a pena.

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Economia

Negociar diretamente com o proprietário pode trazer economia (Foto: Shutterstock)

O ponto que mais pesa na hora de negociar um imóvel diretamente com o proprietário é a economia que esse tipo de transação pode gerar. Isso porque, a partir do momento que elimina um intermediador, evita também a necessidade de pagar um percentual para o corretor ou para a imobiliária.

Esse valor é estabelecido por lei e varia de acordo com cada cidade, mas fica em uma média que gira em torno de 6%. Mas antes de decidir negociar diretamente com o proprietário, é importante conhecer tudo que é preciso durante o processo da compra de um imóvel, porque são muitos os detalhes envolvidos, para analisar se a economia vale a pena no final das contas.

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Cuidados

É necessário tomar cuidado durante todos os processos e transações (Foto: Shutterstock)

A compra de um imóvel envolve muitos detalhes e é preciso ter bastante atenção em cada um deles para não acabar tendo problemas no futuro. Encontrar o imóvel dos sonhos é apenas a parte inicial de todo o processo porque, depois de escolhido, existem tantas outras etapas importantes.

“Primeiro é preciso verificar se a pessoa que está vendendo é mesmo o proprietário do imóvel. Apesar de hoje em dia ser mais difícil, ainda existe fraudador. Então é fundamental ir até o cartório de registros de imóveis para verificar a matrícula“, explica o advogado Victor Hugo Souza, especialista em Direito Civil do escritório Queiroz Cavalcanti Advocacia.

Este documento tem todas as informações referentes ao histórico do imóvel e é através dele que é possível obter outros detalhes importantes. “É bom analisar os últimos 15 anos para estudar todas as transações que aconteceram neste período para ver se está com validade porque esse é o prazo máximo para usucapião”, completa.

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Finanças

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É sempre válido analisar as pendências financeiras do proprietário (Foto: Shutterstock)

Outro ponto fundamental diz respeito ao histórico, tanto do proprietário quanto do imóvel. “É preciso consultar se o proprietário tem algum processo que possa levar à perda do imóvel no futuro após a compra e também verificar se existe alguma restrição em relação ao imóvel, se ele está penhorado ou hipotecado, por exemplo”, ressalta Victor Hugo.

Além disso, deve-se analisar se há alguma pendência financeira. “É importante ver se os débitos, tanto com a prefeitura como com o condomínio, estão quitados para evitar cobranças futuras porque débitos acompanham o imóvel e o novo proprietário não poderá se eximir depois”, acrescenta.

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Documentação

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A documentação segue os mesmos moldes que o de uma transação comum (Foto: Shutterstock)

Além de tudo isso, para fechar um negócio, existe uma série de documentos que precisam ser levantados para realizar a transação. E também existem as taxas cartoriais para dar sequência à negociação. Isso tudo porque o imóvel deve ser registrado no nome do novo proprietário para evitar que problemas aconteçam.

“É preciso fazer a escritura, que tem um custo alto. O contrato de compra e venda já dá os direitos sobre o imóvel ao novo proprietário, mas a escritura dá a propriedade do imóvel ao comprador em definitivo e pode evitar dores de cabeça no futuro“, pontua o advogado Bruno Tibúrcio, especialista em Direito Civil, com enfoque em Direito Imobiliário, do escritório Tibúrcio e Cavalcanti.

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Experiência

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É fundamental que o proprietário tenha experiências em transações imobiliárias (Foto: Shutterstock)

Depois de entender todos os detalhes que precisam ser analisados durante o processo de compra de um imóvel, é hora de avaliar se o comprador teria condições de realizar todos os procedimentos para evitar qualquer problema no futuro.

Portanto, a principal preocupação da compra direta com o proprietário é a falta de experiência para acompanhar todos os detalhes do processo, que são muitos e que podem gerar problemas grandes no futuro caso haja qualquer etapa que não tenha sido bem analisada.

“A questão é que ele tem que avaliar tudo por conta própria e ele não tem o know-how. A presença de um corretor ou advogado no processo pode eximir qualquer risco existente”, conclui Victor Hugo Souza.

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