12/12/2008

Proteção ambiental é um atrativo

Fonte: Jornal da Tarde

Apesar de dificultar os novos empreendimentos, leis ambientais ajudam a valorizar a região

A falta de terrenos vazios e as questões ambientais fazem com que os novos empreendimentos na região do Horto Florestal sejam poucos, diferenciados e cada vez mais raros. Pelas leis de proteção ambiental, quanto mais próximo à área verde, maiores são as exigências para novas construções na área, o que dificulta a formação de novos projetos pelas empresas do setor.

A Gafisa trabalhou durante cinco anos para obter a aprovação do condomínio The House. Segundo o diretor de incorporação da empresa, Fabio Romano, foi necessário fazer o transplante de algumas árvores do terreno de 5 mil m² para áreas especiais que pudessem receber essas plantas e ainda colocar as residências de forma que ficassem em harmonia com parte da vegetação natural do local. ?Tivemos o cuidado de ter mais áreas permeáveis no condomínio, bolsões verdes e paisagismo, o que acabou agregando mais valor ao projeto?, comenta. Também foi necessário fazer compensação ambiental, com o plantio de árvores em outras áreas da capital.

?A aprovação foi difícil. Fizemos todo um trabalho com os órgãos públicos para preservar ao máximo a natureza do local, por isso, preferimos casa em vez de um empreendimento vertical. O resultado final é único, o que fez muita gente procurar o projeto até por essa particularidade?, explica Romano.

A maior parte dos bairros em volta do horto e Serra da Cantareira está em área de considerada de atenção e cuidado ambiental para a ocupação do solo. Alguns projetos precisam até de análise individual para ter a autorização.

Já nas áreas mais urbanizadas, a verticalização é certa. ?A parte do Mandaqui, próximo a avenida Santa Inês deve continuar a verticalização. Está próximo ao horto e à toda infra-estrutura que o local oferece?, afirma Roque Bono Filho, proprietário da Bono Imóvel.

A Bono investe na área em empreendimentos residenciais familiares na região. ?Na zona norte, há público para os compactos de dois dormitórios até para os de quatro dormitórios. O público é todo local, de filhos que saíram e querem voltar ou de pessoas que melhoraram a renda e querem novidade. Todos são usuário do parque e valorizam esse contato direto com a natureza?, diz o empresário do setor.

?O apego ao bairro é tão grande que eu os comparo com moradores da Mooca e da Lapa, que nasceram, cresceram e não querem sair de lá?, completa Bono.

Para Romano, o investidor que escolher a área para aplicações em imóveis também vai se dar bem. Por ser perto do área verde, item que ganha cada vez mais a atenção dos consumidores, a valorização é crescente. O The House foi lançado no fim de 2005 a R$ 2 mil o m². Hoje, o preço do m² está em torno de R$ 4,5 mil. E a entrega só ocorre no início do próximo ano.

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