28/08/2009

Proteção nunca é demais

Itens arquitetônicos e funcionamento do condomínio ajudam a medir sua segurança

Guarita deve ser blindada, conter todos os equipamentos de segurança e ter ampla visão do exterior do prédio (Foto: Divulgação)
Guarita deve ser blindada, conter todos os equipamentos de segurança e ter ampla visão do exterior do prédio (Foto: Divulgação)

O conceito de ‘ilha de segurança’ está no topo das motivações pelas quais o comprador de um imóvel busca viver em condomínios na Capital. Porém, esse tipo de imóvel não está imune à invasões e pode oferecer maior ou menor grau de segurança. É possível verificar algumas características que contribuem para essa proteção no momento da compra.

A observação vale para todo o tipo de condomínio, pois ocorrências com o roubos não se restringem a prédios de alto padrão. Caso não tenha segurança necessária, eles realmente são os preferidos, mas qualquer condomínio que não tenha a proteção mínima pode ser alvo de ‘gatunos’, de acordo com guia de segurança do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi).

Condomínios verticais com torre única e poucos apartamentos facilitam o acesso externo. “Em condomínios com mais de uma torre, as ocorrências mais comuns são internas, e só podem ser inibidas através de câmeras e rondas”, afirma Paulo. Roberto de Sá, da empresa de segurança GR Condomínio.

Portanto, verificar a segurança de um prédio consiste em analisar como é feito e como está dimensionado o acesso de moradores e veículos, a guarita, se o edifício tem um sistema de clausura (passagem de pedestres formada por duas portas), além da existência de sistema eletrônico de segurança composto por cercas eletrificadas ou com sistema infravermelho, além de câmeras que podem ser supervisionadas em um circuito interno de TV.

A guarita deve ser fechada, blindada, trancada, possuir ar condicionado, película escurecida, banheiro e uma ‘janela’ para passar correspondência e encomendas. Ela deve conter todas as ferramentas de segurança, como interfones, monitores, botões para abertura dos portões, botão de pânico e bloqueador de elevador. A utilização da clausura serve para proteger o profissional que está na guarita.

“Recomendamos que os projetos tenham o mínimo de portões de acesso, pois quanto maior o número de acessos, maiores serão os riscos, as vulnerabilidades e os investimentos para evitar invasão”, afirma Márcio Bagnato, gerente de relacionamento com construtoras da Habitacional Imóveis.

Além disso, é necessário verificar a condição do muro no entorno do edifício: se possibilitam acesso, se a vegetação próxima à guarita é alta e como é feita a manutenção de equipamentos, como interfones, telefone, portões, circuitos fechados de TV, alarmes e iluminação externa.

FUNCIONÁRIOS – Outro ponto importante é verificar o histórico dos funcionários do prédio, principalmente o porteiro.São itens como antecedentes criminais, dívidas, empregos anteriores, cursos especializados e se a qualidade de seu trabalho é fiscalizada periodicamente.

“Cerca de 80% dos condomínios não possuem segurança e tem apenas um porteiro, que trabalha no local há anos, que olha quem entra e sai e não se preocupa com a guarita aberta. Deve-se verificar qual o grau de preparo dele para uma emergência e, se possível, ter mais um profissional para a tarefa de vigilância”, conclui Sá.

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