30/10/2006

Quem me dera ser um peixe…

Fonte: O Estado de S. Paulo

A cidade ganha hoje seu maior aquário. O Guia ensina o caminho das águas para ver os peixes até em Santos (ou mesmo dentro de casa)

Apesar de não haver nenhum estudo científico que comprove a eficácia do aquarismo – o hobby por aquários – como terapia, pode-se afimar : poucas coisas na vida são tão relaxantes quanto contemplar o vaivém de peixes coloridos em um vistoso aquário.

Nos idos dos anos 30, o Parque da Água Branca sediava o primeiro aquário público da capital. Ali, enquanto os especialistas estudavam a vida na água, os visitantes contemplavam os peixes da bacia do Rio Paraná.

Em 1945, o Aquário Municipal de Santos se tornou a “coqueluche da nação” – até o ex-presidente Getúlio Vargas esteve na inauguração. Na época, o local era tido como o maior e o único a abrigar peixes de água doce e salgada.

Mas a partir de hoje (7), os paulistanos não precisam descer a serra para curtir diferentes espécies aquáticas. O histórico bairro do Ipiranga, na zona sul, agora abriga o maior, e único, aquário temático da capital: o Aquário de São Paulo. Construído numa área de 3 mil metros quadrados, o local acolhe 22 tanques com cerca de 200 espécies de peixes, todos de água doce.

O lugar foi dividido em quatro ambientes com os instigantes temas: Rio Tietê, Selva Brasileira, Pantanal e Amazônia. O local também apresenta atrações que vão além das águas. Logo na entrada, em ambiente mal iluminado, ouvem-se assustadores sussurros de feras. Ali, você ingressa numa espécie de “Parque dos Dinossauros”. Estão expostos 14 bonecos de dinos com movimentos nas cabeças e nas patas – alguns chegam a seis metros de altura.

Adiante, você encontra, de fato, o aquário, onde se tem a sensação de circular em uma selva, digamos, sofisticada. O chão foi forrado com grama sintética, as paredes são cercadas por árvores artificiais e tudo está envolto pelo frescor do ar condicionado.

A primeira ala de visitação presta homenagem ao Rio Tietê, com peixes existentes nas regiões onde as águas sobrevivem despoluídas. Em recinto com 8.500 litros de água, podem ser admirados os cardumes de lambaris, traíras, piracanjubas e cascudos. Repare que cada um dos pontos foi decorado conforme o ambiente natural.

Para ver os peixes coloridos, invista o tempo nos tanques dos ornamentais e veja espécies como o peixe borboleta, o acará-bandeira e o aracá-disco. No tanque dos clicídeos, merecem destaques os coloridos texas blues e red top (americanos), pseudotropheus zebra e arautos (africano). E não perca a suntuosa arraia da água doce. Seu recinto foi construído sobre uma passarela de vidro que permite visualizar o elegante bailado do bicho.

A grande sensação do lugar é o espaçoso recinto intitulado “Gigantes da Amazônia”, com seis metros de comprimento, dois metros de altura e 55 mil litros de água”. Nele você encontra 11 espécies de peixes oriundos da bacia amazônica. Destaque para os tambaquis, com cerca de 25 quilos, e os pirarucus, por volta de 1,60 de comprimento.

Completam o passeio na floresta o museu (com fósseis de peixes), o serpentário (com duas jibóias e uma sucuri de seis metros) e as jaulas para jacarés, tartarugas , iguanas e para o “serelepe” rato do banhado.

Para sanar as dúvidas dos mais curiosos, os monitores organizam rápidas palestras para falar sobre as peculiaridades de cada espécie. (Dinho Luiz)

Onde: Aquário de São Paulo. R. Huet Bacelar, 407, Ipiranga. 2273-5500.Quando: 2ª a Dom., 10h/20h. Quanto: R$18. www.aquariodesaopaulo.com.br

Onde: Aquário Municipal de Santos. Av. Bartolomeu de Gusmão, s/nº, (13) 3236-9996. Quando: 9h/18h (sáb. dom. e fer., 9h/20h). Quanto: R$ 5.

Onde: Parque da Água Branca. Av. Prof. Francisco Matarazzo, 455, Água Branca, 3865-4130 . Quando: 9h/17h (fecha 2ª). Quanto: R$ 2.

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