17/07/2009

Quem não dispensa a vaga

Fonte: Jornal da Tarde

Prédios com poucas vagas (às vezes uma por apartamento) também podem ser boa opção

Manobrista no estacionamento de condomínio residencial na Rua Itapeva, na Bela Vista: terceirização foi necessária para ‘pacificar’ moradores (Foto: Josér Luís da Conceição/AE)
Manobrista no estacionamento de condomínio residencial na Rua Itapeva, na Bela Vista: terceirização foi necessária para ‘pacificar’ moradores (Foto: Josér Luís da Conceição/AE)

Para quem não abre mão de ter seu carro na garagem logo abaixo do apartamento ainda pode apelar para prédios com uma vaga, o que também ajuda a baratear o preço do imóvel.

A variação de preços pode ser expressiva em imóveis econômicos, que não possuem subsolo de garagem e, geralmente, usam o espaço térreo em torno do prédio como estacionamento, com número de vagas reduzido (em geral, uma por apartamento com dois dormitórios).

Em um lançamento, por exemplo, ganhar 10 m² a mais para abrigar um terceiro dormitório e mais uma vaga de garagem pode significar R$ 40 mil a mais no preço da unidade. Com duas vagas, o custo médio de unidades no segmento econômico, é de, em média, R$ 250 mil.

Quando se opta pela retirada de um quarto e ampliação da sala o produto pode cair para R$ 217 mil, mas a diferença com relação ao apartamento com dois dormitórios e uma vaga, de R$ 150 mil, ainda é considerável.

APERTO – Com a valorização dos terrenos na cidade, o espaço para vagas fica cada vez mais caro em edifícios novos. Para aproveitá-lo ao máximo, as incorporadoras aproveitam até mesmo espaços dificultados por colunas.

O ideal é que haja uma vaga para cada 50 m² de área útil do apartamento, afirma o vice-presidente da imobiliária Fernandez Mera, Gonçalo Fernandez. “Um apartamento de 100 m², portanto, deve ter, ao menos, duas vagas. Dificilmente temos produtos que fogem dessa regra.”

As incorporadoras podem vender vagas extras (construídas além das oferecidas nas vendas dos apartamentos) e redistribuí-las entre os compradores interessados. “Elas são mais comuns em prédios de médio e alto padrão.”

Hubert Guebara, vice-presidente de administração imobiliária do Secovi, explica que, em edifício com subsolo, o estacionamento é de uso comum, e as vagas, indeterminadas. Portanto, em espaços menores, a distribuição pode ser solucionada por sorteios de vagas.

“Estudamos bem a planta e fazemos sorteio, válido por um ano. Nele, tentamos distribuir modelos de veículos que sejam proporcionais ao tamanho das vagas, dentro do número de vagas pequenas, médias e grandes estabelecido pela Prefeitura.”

Nem sempre o problema é resolvido. O diretor de operações da rede de estacionamentos Maxipark, Carlos Evandro, afirma que brigas causadas por conflitos relacionados à vagas de garagem já aparecem entre os maiores problemas de condomínios, juntamente a barulho fora do horário permitido e valor da mensalidade. “São desavenças que causam dor de cabeça.”

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