18/09/2009

Redução do IPI ajudou na melhora da economia, aponta IBGE

Fonte: Agência Estado

Desoneração do imposto contribui para o aumento do consumo e ajuda a elevar PIB no segundo trimestre

Rio de Janeiro – O coordenador de contas nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto, afirmou hoje que o padrão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantido no segundo trimestre deste ano, com forte influência do consumo das famílias, enquanto as medidas de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deram uma “contribuição adicional” para a expansão de 1,9% do PIB no período ante o trimestre imediatamente anterior.

“O padrão de crescimento não mudou, continua sendo sustentado pelo consumo das famílias, por causa de fatores como crédito e crescimento da massa real de rendimentos. Neste segundo trimestre, medidas como a desoneração do IPI foram uma contribuição a mais para o aumento do consumo”, disse. Hoje, o IBGE divulgou um aumento de 2,1% no consumo das famílias no segundo trimestre ante o trimestre imediatamente anterior e uma alta de 3,2% ante igual período do ano passado.

A gerente de contas trimestrais do instituto, Roberta Palis, ressaltou que “o consumo das famílias tinha desacelerado o crescimento com a crise, mas nunca chegou a cair e agora acelerou ajudado pelas medidas (de desoneração fiscal)”. Ainda de acordo com ela, “as medidas do governo já tiveram efeito. No primeiro trimestre, o efeito foi menor porque as medidas se restringiam à indústria automobilística, mas no segundo trimestre houve também a desoneração para a linha branca e isso ajudou o consumo das famílias”.

Rebeca mostrou dados que comprovam a aceleração da expansão do consumo das famílias, cujo crescimento trimestral ante igual período de ano anterior passou de 1,3% no primeiro trimestre deste ano para 3,2% no trimestre passado. Segundo ela, o aumento do consumo das famílias no segundo trimestre foi impulsionado, além das medidas governamentais, pela elevação de 3,3% na massa salarial real ante igual período do ano passado e o crescimento nominal de 20,3% do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para pessoas físicas.

SUBSETORES – Os cinco subsetores que mais se expandiram no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado são do setor de serviços. O líder foi o grupo de Intermediação Financeira, previdência e seguros com 8,2%. Depois vieram, pela ordem, “Outros serviços” (+7,3%), Serviços de Informação (+6,8%), Administração, saúde e educação públicas (+2,8%) e Serviços Imobiliários e de Aluguel (+1,4%). Em contraposição, a indústria de transformação teve o pior desempenho, com -10%, seguindo pela construção civil, com -9,5%.

Rebeca lembrou que, antes da crise, o subsetor de Intermediação financeira, previdência e seguros vinha registrando as maiores expansões na economia, mas com taxas de mais de 10%. “O crédito continua crescendo, só que a uma taxa que desacelerou bastante”, disse Rebeca. Ela explicou que a taxa no PIB significa crescimento não apenas do crédito, mas do conjunto de serviços financeiros abrangidos pelo grupo, que é bem variado e inclui planos de saúde, seguros, previdência, emissão de extratos e emissão e compensação de cheques, entre outros.

O grupo de “Outros serviços”, é constituído por atividades como as de educação e saúde por estabelecimentos privados, hotéis e restaurantes, que, segundo Rebeca, “são menos afetadas em crises”. Os destaques negativos dentro de serviços foram Transporte, Armazenagem e Correio, que teve queda de 5,3%, e Comércio (Atacadista e Varejista), que caiu 4,0%.

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