28/10/2007

Reflexões sobre a iluminação no futuro

Fonte: O Globo

Seminário e exposição vão discutir as questões do consumo de energia e da decoração

Domingos PeixotoZap o especialista em imóveisA peça registra o arco inverso ao consumo do artista

 

 

 

 

 

 

 

 

Holofotes direcionados para a iluminação. E pelas próximas décadas. Essa é a proposta do seminário “Light trends/Tendências da iluminação no Brasil e no mundo” e também da exposição “E Agora, luz?”, que será inaugurada nesta quarta-feira. Chean Hsui, lighting designer curadora da mostra, convidou especialistas no assunto — entre luminotécnicos, arquitetos, designers, cenógrafos e artistas plásticos — para fazer uma reflexão sobre as alternativas de iluminação no futuro.

— Queremos provar que o consumo consciente, que sempre norteia nossos projetos de iluminação, não é sinônimo de desconforto. Algumas precauções simples, aliadas a ações eficazes, podem conciliar conforto com baixo consumo de energia — afirma Chean.

O artista plástico Cadu, por exemplo, passou 12 meses manipulando seu próprio consumo de luz para gerar um arco que fosse o inverso do consumo normal. Num exercício de privação e desperdício ao mesmo tempo, teve que consumir mais luz no inverno e menos no verão. Para a exposição, ele leva uma ampliação digital desse gráfico:

— Esse trabalho me obrigou a ter uma disciplina enorme, para não perder a seqüência. Um esforço válido somente em nome da arte, já que, para atingir um resultado estético, tive que tomar banho frio e deixar de passar roupa no verão, enquanto desperdicei muita energia no inverno. Mas o efeito colateral do trabalho acaba sendo a racionalização sobre a maneira como eu utilizo a minha energia.

Domingos PeixotoZap o especialista em imóveisPlacas solares, baterias e leds, na peça que pode ser pendurada no teto ou na parede

Também estarão na mostra a luminária “Vácuo”, desenvolvida numa parceria entre a designer Marina Kosovski e o físico Júlio Lúcio. O objeto usa placa solar para captar a luz do sol, bateria recarregável para armazenar essa energia e leds, que são pontos de luz de vida útil muito mais extensa que a lâmpada comum. No formato de uma lâmina, transparente, a luminária é embalada a vácuo.

— Por isso, ela é impermeável. Pode ser levada para qualquer lugar, até para a piscina — explica Marina.

A dupla, junto com o luminotécnico Thomas Ribas, desenvolveu ainda a luminária “DogFish”, que segue o mesmo princípio — placas solares, baterias e leds — mas tem forma de cúpula de abajur e um cabo finíssimo, de nylon, regulável, para que possa ser pendurada num teto ou numa parede. O fio também pode ser recolhido para que a luminária fique apoiada sobre uma mesa.

Seminário será na terça e tem vagas limitadas

O evento é promovido pela La Lampe. A exposição ficará na loja da empresa, em Ipanema, até o dia 30 de janeiro ( Rua Barão de Jaguaripe 211). A entrada é franca. O seminário acontecerá na terça-feira, no auditório do Solar de Botafogo (Rua General Polidoro 180), das 14h às 18h30m. As inscrições, que são gratuitas, devem ser feitas pelo janaina.lrj@lalampe.com.br ou pelo 3222-9300. As vagas são limitadas.

 

 

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