29/01/2009

Reformar e construir vai ficar mais barato

Fonte: Jornal da Tarde

Produtos, que chegaram a subir até 30% no ano passado, vão parar de subir este ano

A alta nos preços dos materiais de construção está com os dias contados. Os produtos, que chegaram a subir até 30% no ano passado, vão parar de subir este ano. A tendência, inclusive, é que eles fiquem mais baratos, graças a uma possível desoneração tributária e à queda dos preços das commodities (mercadorias como aço e cobre, negociadas nas bolsas internacionais).

“Fizemos alguns pedidos ao governo para tentar tornar os produtos mais acessíveis e recebemos um sinal de que nossas solicitações devem ser contempladas no pacote anticrise que o presidente Lula deve lançar nos próximos dias”, declara Melvyn Fox, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

A entidade pediu o mesmo benefício concedido recentemente pelo governo à indústria automobilística: IPI zero. Hoje, a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos materiais de construção varia entre 5% e 7%.

A isenção do imposto sobre esses produtos significaria para o governo federal uma renúncia fiscal de R$ 1,1 bilhão em um ano. “Mesmo assim, o governo recebeu muito bem a proposta, pois entendeu que essa perda poderá ser compensada com o aquecimento do consumo”, conta Fox.

Outra solicitação da Abramat diz respeito ao crédito. No fim de 2008, a Caixa Econômica Federal aumentou de R$ 7 mil para R$ 25 mil o valor máximo da linha de empréstimo destinada à compra de materiais de construção para quem ganha até R$ 1,9 mil por mês. Porém, para que a concessão do crédito seja aprovada, além de toda a burocracia tradicional, o banco ainda solicita que o comprador apresente um fiador.

“Queremos substituir esse modelo de garantia, pois ele burocratiza o processo e dificulta muito que as pessoas tenham acesso ao dinheiro”, diz Fox. Além da mudança das regras, o presidente da Abramat também sugere que os empréstimos da Caixa possam ser oferecidos também nas lojas de material de construção, e não só nas agências dos bancos.

Mas, mesmo que as medidas do governo não saiam, a desvalorização registrada pelo aço e o cobre nos últimos três meses já garantirá o barateamento dos produtos que utilizam esse tipo de matéria-prima. “Em breve, o consumidor que quiser construir ou reformar seu imóvel vai se deparar com preços menores nas lojas”, afirma Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), ressaltando que muitas lojas já estão com diversos produtos em promoção.

Em 2008, a inflação registrada nos preços de itens básicos de construção, como cimento, chegou a 30,56%, de acordo com o Índice de Custo de Vida, do Dieese – valor bem superior à inflação geral do período. A principal razão para os preços terem subido tanto – muito além do registrado em 2007 – foi justamente a alta de preços das matérias-primas.

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