19/11/2008

Reformar…

Fonte: Jornal da Tarde

Vá com calma antes de derrubar todas as paredes. Tenha bom senso na hora da obra

Novo ou usado, não importa. Você vai querer, com certeza, fazer uma reforma, mesmo pequena, antes de mudar. Mas é preciso muito cuidado antes de sair por aí derrubando paredes, principalmente no caso de apartamentos.

Uma interferência mal planejada pode afetar até estrutura do prédio. Por isso, conforme o tamanho da obra, a ajuda de um profissional é necessária. E antes de entrar na obra, faça uma reserva de dinheiro.

O arquiteto Gustavo Calazans lembra que nem sempre, principalmente no caso dos edifícios mais antigos, a planta está disponível. “Um bom primeiro passo é conversar com moradores que já tenham feito alguma reforma. Eles podem ajudar a descobrir onde estão pilares, coluna d?água e rede elétrica”, recomenda. O zelador também é uma boa fonte.

Na ausência de referências, ele aconselha um corte em 45 graus na argamassa da parede para ajudar a localizar esses elementos. “Vá à garagem também, os pilares estão lá e essa estrutura, em geral, se repete nos apartamentos.”

Se nada der certo, o jeito é a tática da tentativa e erro. “Então é bom orientar a mão-de-obra para conter a fúria, ser bem cuidadosa, ou pode romper um cano e deixar o prédio sem água.” Se o imóvel for mais antigo, pode ser preciso trocar canos de ferro e fios.

Bom senso
Mas não é necessário substituir simplesmente tudo. “Sigo a seguinte teoria: se tem algo que funciona, mantenha. É o caso do piso de madeira, que costuma ser caro e pode ser renovado com raspagem e aplicação de Sinteko ou Bonna, por exemplo”, recomenda Calazans.

É a mesma linha seguida pelo arquiteto Marcelo Teixeira, professor do Curso Técnico de Design de Interiores do Senac. “É comum, ao remover um carpete velho, encontrarmos tacos de madeira em bom estado, que podem, e devem, ser aproveitados. Muitos trocam materiais mais por preconceito do que por necessidade.”

Ele aconselha uma avaliação cuidadosa dos custos da reforma nos imóveis usados ou do acabamento, no caso dos apartamentos novos, para ver se a relação custo/benefício compensa a aquisição. “Geralmente, os novos são entregues no osso, sem piso nos quartos e sala, por exemplo.”

Use o bom senso. Nas áreas molhadas, como banheiros e cozinhas, campeões de obras, o melhor é empregar o branco ou tons neutros, sem muitas cores.

Pensar na durabilidade e na facilidade de manutenção também é importante. Se a pessoa tem mania de limpeza, deve evitar, por exemplo, as pastilhas, que têm muito rejunte e podem encardir com o tempo. Segundo Calazans, algumas tendências são usar o piso laminado melamínico (um tipo de fórmica, R$ 60 o m² em média), que é vendido em placas de 3,07 metros de comprimento por 1,25 m de largura e pode ser fatiado em tiras mais estreitas. Ele é colado, e não flutuante, como o laminado de madeira, o que reduz o barulho. Além disso, é mais resistente e fino (4 mm), o que torna desnecessário cortar portas, por exemplo.

Orçamento
Alguns preços de mão-de-obra

Arquiteto (projeto) R$ 15 a R$ 35 o m²

Decorador (projeto) R$ 30 a R$ 40 o m²

Eletricista (troca de fiação apto 2 dorms ) R$ 600 a R$ 1.200

Encanador (troca de canos ) R$ 25 a R$ 50 o metro

Pedreiro (troca de piso/azulejo) R$ 15 a R$ 20 o m²

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