17/08/2012

Restauração de prédio tombado no Centro de Porto Alegre está parada

Restauração de prédio tombado no Centro de Porto Alegre está parada

Fonte: Revista do ZAP

Rocha no subsolo levou à revisão de projeto, e obra será retomada em 2013

O fim da restauração de um dos mais imponentes prédios tombados de Porto Alegre, previsto para o primeiro semestre deste ano, não se confirmou. E não será nos próximos meses que porto-alegrenses poderão frequentar o cine teatro, ver exposições, participar de oficinas ou tomar um café no que se chamaria Centro Cultural da Caixa Econômica Federal.

Omar Freitas / Agência RBS

A obra no Edifício Imperial, fruto de um acordo assinado há oito anos entre a prefeitura e a Caixa, foi paralisada e só deverá ser retomada em janeiro.

A concepção original do prédio que já abrigou importantes cinemas na intimidade da Praça da Alfândega — o Imperial e o Guarani — teve início em 2009, sob responsabilidade da Caixa. Em contrapartida, a prefeitura cederia ao banco, por 30 anos, as salas de cinema, o térreo, o mezanino e dois pavimentos da construção, que tem oito no total. Neste espaço, funcionaria o conjunto cultural. Os demais andares seriam ocupados por setores da administração municipal.

O pó, característico de toda obra, baixou ainda no ano passado. A descoberta de uma rocha no subsolo obrigou a revisão do projeto. De acordo com a Caixa, o delicado trabalho de escavação — que teve de ser monitorado por sismógrafo para evitar danos à estrutura do Edifício Imperial e dos prédios vizinhos — foi responsável pela reprogramação que previa, na melhor das hipóteses, a retomada dos trabalhos ainda neste ano. Apareceu, no entanto, um novo entrave.

Após início, serviço deverá ser terminado em 18 meses
O contrato com a construtora paranaense Squadro, que estava até então executando o projeto, foi “amigavelmente desfeito”. Conforme o diretor da empresa, Nelson Mancini, as informações que se tinha sobre o prédio não eram suficientes no momento em que o acordo foi firmado. Detalhes antes não previstos tiveram impacto no desenvolvimento da obra.

“Os problemas que foram aparecendo prolongariam em três vezes o prazo inicial de entrega. Os valores também extrapolariam os previstos pelo contrato. Então, optamos por uma rescisão amigável. Ficou definido que, quando tivessem um novo levantamento de informações, abririam nova licitação”, explica Marcini.

Segundo a Caixa, a substituição da empresa se dá pelas características e complexidade da obra, que exigem uma adaptação estratégica e logística — considerando a localização do edifício em uma área urbana central com edificações também históricas.

Da nova licitação para contratação da construtora que dará prosseguimento ao processo de restauração e adaptação do futuro Centro Cultural, depende o reinício das obras, previsto para janeiro. A partir dessa data, se tudo der certo, os porto-alegrenses devem ter mais um espaço de cultura dentro de 18 meses.

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Tags: Urbanismo

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