01/04/2010

Restaurada, casa modernista de Gregori Warchavchik reabre para exposição

Fonte: O Globo
Interior da casa modernista de Gregori Warchavchik (Foto: O Globo)
Interior da casa modernista de Gregori Warchavchik (Foto: O Globo)

Rio de Janeiro – Pacaembu, São Paulo, década de 1930. O piso das ruas ainda era de pedra cantaria. Por elas, transitavam poucos habitantes. Nessa época, numa das ruas do bairro, a Itápolis, começou a ser erguido um imóvel de linhas retas, com fachada branca e concreto armado, que roubava a atenção dos transeuntes, com sua arquitetura diferente da difundida até então. Projetada pelo arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik, a residência foi aberta com uma exposição de móveis, objetos e obras de artistas modernistas como Tarsila do Amaral e Victor Brecheret. Agora, restaurada pela família Warchavchik, ela reabre à visitação para comemorar os 80 anos da mostra original, sob curadoria do neto do arquiteto, Carlos Eduardo Warchavchik.

Tombada pelo IPHAN, a casa de 120 metros quadrados, depois de ter sido alugada por 25 anos, passou por uma restauração em parceria com o escritório de arquitetura Piratininga. O processo também incluiu o jardim tropical criado pela paisagista Mina Klabin Warchavchik, mulher do arquiteto. Antes de abrir às portas ao público, o curador fez uma seleção de 25 móveis e objetos feitos por Gregori Warchavchik, além de fotografias, desenhos e plantas arquitetônicas para exibir nos espaços do imóvel.

“Esta casa reflete a nova relação do homem com a cidade. É um protótipo de residência urbana, com cômodos menores, garagem, uma cozinha prática, com acesso fácil aos equipamentos necessários para cozinhas e servir. O projeto também insere o morador na relação com a rua, a partir de um alpendre. Portanto, acho que essa casa nos leva a reflexão sobre o seu impacto no cotidiano, pois a arquitetura também desenha a relação do homem com o espaço”, explica José Armênio Cruz, sócio do escritório Piratininga, e responsável pela coprodução do evento

A importância da obra arquitetônica também é destacada pelo arquiteto e curador da exposição Carlos Warchavchik, neto de Gregori.

“A importância desta casa está no pioneirismo. Meu avô trouxe uma arquitetura que não se fazia no Brasil, foi o primeiro a usar concreto armado. Queríamos chamar a atenção para essa arquitetura ao mesmo tempo funcional e despojada. Ele tinha a pretensão de que fosse uma arquitetura universa”, explica.

Mostra paralela também reúne trabalhos do arquiteto ucraniano
A obra de Gregori Warchavchik também está em exposição no Museu da Casa Brasileira (MCB). Com curadoria da arquiteta Ilda Castelo Branco, a exposição reúne fotografias, artigos de jornal, catálogo original da exposição de 1930 na rua Itápolis e duas maquetes cedidas pela Pinacoteca do Estado. Uma retrata a primeira casa construída pelo arquiteto, na rua Santa Cruz, bairro Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo. A outra retrata a sala de estar da casa da rua Itápolis, com móveis e obras da época da inauguração.

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