18/04/2011

Reutilizar contêineres diminui produção de resíduos e pode representar uma redução de até 40% nos custos de uma obra

Reutilizar contêineres diminui produção de resíduos e pode representar uma redução de até 40% nos custos de uma obra

Fonte: Revista do ZAP

No início de maio, Porto Alegre recebe a franquia de uma loja que pipoca pelo país e tem como base uma dessas estruturas: a Container – Ecology Store

O descarte do que deixamos de utilizar é um dos grandes entraves da civilização, que cada dia consome mais e mais. E o que pensar, então, quando o objeto a ser descartado é uma grande caixa com mais de 12 metros de comprimento? A falta de espaço para a armazenagem, o alto custo e o grande consumo de energia para transformar contêineres velhos aqueles usados para transporte de bens em navios, por exemplo novamente em aço são alguns dos motivos que fazem com que a cultura do reuso dessas estruturas pelas cabeças mais antenadas do mundo tenha crescido.

Reutilizar contêineres diminui produção de resíduos e pode representar uma redução de até 40% nos custos de uma obra

Outro argumento de quem decidiu começar a projetar residências, lojas ou, até mesmo, condomínios usando um ou mais contêineres como módulo-base é a redução do preço final da obra, que pode variar de 20% até 40% em relação às tradicionais. Além disso, costuma ser mais barato comprar um contêiner novo do que recondicionar os antigos, o que colabora para as pilhas de contêineres com pouco valor de mercado próximo aos portos.

Enquanto uma empresa americana planeja um shopping center, em São Paulo, Brasília e Porto Alegre, casas e escritórios inovadores já foram estruturados e expostos em mostras. Todos inovam com diferentes técnicas para garantir, primeiramente, conforto aos moradores e, depois, afastar a ideia de que um contêiner não pode ser um lugar adequado para se morar.

No início de maio, Porto Alegre recebe a franquia de uma loja que pipoca pelo país e tem como base uma dessas estruturas: a Container – Ecology Store. A iniciativa é do goleiro do Internacional Lauro Cruz, que quer reforçar o conceito de redução do impacto ambiental.

– A minha própria casa também tem conceitos verdes, acho que o fato de ter nascido no interior de São Paulo, próximo de matas, influenciou muito nisso – acredita o jogador.

Além do módulo-base ser reaproveitado, a loja conta com araras feitas de corrimãos de ônibus e decks de madeira plástica fabricada com casca de arroz (leia mais no infográfico). Para o proprietário da franquia, André Krai de Oliveira, o desafio não é tecnológico e, sim, cultural. Os arquitetos André Detanico e Danilo Corbas, responsáveis por outras iniciativas envolvendo esse material, concordam com Oliveira.

– O grande desafio técnico é o conforto térmico e acústico, mas isso sabemos resolver. Já a ideia que as pessoas fazem de um contêiner é mais difícil de mudar – lamenta Detanico.

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