03/09/2008

Revival dos dúplex

Fonte: Globo online

Há praticamente dois modelos de dúplex. Os empreendimentos voltados ao público com alto poder aquisitivo, com unidades de 240 a 420 metros quadrados, e os lofts com projetos menores

Zap o especialista em imóveisApartamento dúplex Bernini no Península

RIO – Os prédios dúplex que fizeram sucesso nos anos 70 e início dos 80 voltam aos poucos à cena no Rio de Janeiro. São releituras com generosas mudanças. Uma delas são as salas com pé-direito alto, que oferecem amplitude e a sensação de estar numa casa. Além disso, foi decretado o fim daquelas escadas estreitas em formato de caracol. Agora, os dúplex contam com escadas de, em média, um metro de largura, onde duas pessoas podem subir ou descer ao mesmo tempo. Alguns dos dúplex têm até elevador dentro do apartamento.

Há praticamente dois modelos de dúplex. Os empreendimentos voltados ao público com alto poder aquisitivo, com unidades de 240 a 420 metros quadrados, e os lofts com projetos menores. Em geral, são quarto e sala, que agradam em cheio os solteiros e os casais jovens.

Em Niterói, por exemplo, há os dois tipos de dúplex. Um deles, ainda sem nome, na praia de Icaraí com somente sete apartamentos, um por andar, com 270 metros quadrados, quatro suítes e um elevador dentro do apartamento. Cada unidade custa cerca de R$ 2 milhões. E o Griffe com uma coluna inteira de apartamentos dúplex. São unidades, de 75 metros quadrados, com quarto e sala. Todas as unidades foram vendidas na primeira semana de seu lançamento, no início de agosto.

Segundo Bruno Serpa Pinto, diretor da Patrimóvel Niterói, os apartamentos dúplex são mais uma opção de moradia. Ele ressalta que a decisão por uma obra linear ou em dois andares depende de vários fatores como a adequação do terreno, a viabilidade técnica e legal da obra e, principalmente, a aceitação do produto.

– O dúplex tem como proposta ser um produto diferenciado que deve se consolidar como uma tendência no mercado. Em Niterói, havia uma demanda reprimida. O último loft lançando na região já tinha três anos – afirma Pinto.

Na Barra da Tijuca, no condomínio Península, um minibairro, que contará com 25 mil moradores, há três dúplex prontos e outros três sendo lançados. Uma das construtoras que aposta nessa onda é a Carmo e Calçada, que está em seu quarto lançamento dúplex no condomínio. O mais recente deles é o Mondrian. Nele, há dois blocos, sendo um deles no formato dúplex, com 230 metros quadrados, e o linear especial, de 370 metros quadrados, que tem pé-direito de seis metros nas salas. Os dois blocos serão concluídos em 2.010. Cada apartamento custa R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, respectivamente.

João Paulo Matos, diretor da Carmo e Calçada, destaca que o dúplex oferece o prazer de estar numa casa. Ele explica que as unidades dúplex oferecem mais privacidade aos moradores ao separar áreas sociais e de serviço da área íntima. No andar de cima, os moradores desfrutam de toda intimidade de seus quartos e suítes. Já na parte de baixo, fica a área social do lar com as salas de jantar e de estar, além da cozinha e lavabo.

Zap o especialista em imóveisDúplex na Barra da Tijuca

Ele relembra que o Monet, o primeiro dúplex da construtora na Península, com quatro quartos, teve ótima aceitação. Isso em 2002. A partir daí a empresa passou a investir no conceito. Reformou até um projeto fracassado de loft de outra construtora, que ganhou novos ares depois de ter seus ambientes fechados.

– Não fazia muito sentido um loft num condomínio voltado para a família com uma infra-estrutura repleta de opções de lazer. O dúplex tem um charme especial e o conforto de estar numa casa. A intenção é trazer o ambiente da casa para os apartamentos – afirma Matos.
Ele explica que os preços do dúplex e os projetos lineares especiais são, em média, 5% mais alto que os apartamentos convencionais devido aos projetos de desvios das tubulações do prédio.

João Fortes também já apostou no conceito e entregou em 2005 o The Loft Personnalité, na Estrada da Gávea. No Recreio, há outros dois outros dúplex no condomínio Barra Bonita.

Para Paulo Fabriani, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), muitos projetos de dúplex são maravilhosos e capazes de oferecer uma excelente alternativa para quem sonha em morar numa casa, mas não se sente seguro diante da violência das grandes cidades. Mas, destaca que não é em todo o lugar que esse tipo de imóvel é bem-vindo.

– É preciso ter atenção ao posicionamento do sol porque o apartamento terá muito mais vidro e pode ser tornar um forno. Além disso, é interessante que ele seja instalado num lugar bacana porque terá toda paisagem bem próxima. O conceito é o de uma casa empilhada, mas destinada a um público restrito – afirma Fabriani

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