02/04/2009

Rio tem R$ 2 bilhões de unidades em estoque

Fonte: Jornal da Tarde

Volume é de 10% a 15% superior ao que foi registrado em janeiro de 2008

O Rio de Janeiro tem atualmente cerca de R$ 2 bilhões de imóveis em estoque, um volume de 10% a 15% superior ao que foi registrado em janeiro de 2008. Essas são as chamadas unidades remanescentes, que não foram vendidas durante os períodos de lançamento.

O freio nas compras dos últimos meses levou a esse aumento do estoque. Segundo especialistas, agora essa realidade deve mudar. O aumento do teto dos financiamentos da casa própria de R$ 350 mil para R$ 500 mil, com o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e a possibilidade de financiar até 90% do valor do imóvel podem estimular o interesse dos compradores.

Na opinião de Ricardo Correia, diretor de Marketing da Carvalho Hosken, os imóveis avulsos devem levar o mercado a patamares semelhantes aos já conhecidos antes de outubro, quando a velocidade das vendas diminuiu, no auge da crise global.

“A ação psicológica da crise, gerando temor da perda de emprego e de não haver possibilidade de honrar compromissos assumidos, levou a esta redução. Agora haverá uma retomada”, diz Correia.

Os imóveis remanescentes podem estar entre os primeiros a obterem financiamentos dentro dos novos parâmetros, acredita Alexandre Fonseca, diretor da Basimóvel, que criou uma área específica para tratar apenas dessas unidades.

Sobra é maior nos projetos residenciais pela cidade Com exceção dos empreendimentos comerciais, que ainda têm procura semelhante à do ápice da euforia do mercado, em 2007, quase todos os lançamentos imobiliários registraram sobra de unidades nos últimos meses.

A Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes concentram a maioria desses imóveis remanescentes, porém há ofertas em todas as regiões da cidade, incluindo a Zona Norte, onde investimentos públicos impulsionaram um mercado que se encontrava quase paralisado nos últimos anos.

Os projetos de reurbanização no bairro de São Cristóvão, por exemplo, que incluem a inauguração de uma estação de metrô na região, estimularam novos lançamentos por incorporadores que atuavam preferencialmente na Zona Sul, como é o caso da Concal.

“O projeto do trem-bala, com estação na Leopoldina, foi determinante para investirmos em um bairro que voltou a crescer”, diz José Conde Caldas, presidente da empresa.

Reurbanização impulsionou negócios em São Cristóvão A Concal associou-se à RJZ Cyrela para lançar, em 2006, o condomínio Paço Real, com 286 apartamentos de dois quartos, e com a MDL Realty, que está construindo 220 unidades de dois ou três quartos no condomínio Quinta do Conde.

Os dois empreendimentos ainda têm unidades à venda.

Um levantamento feito em diversos bairros da cidade, no entanto, mostra que ainda há várias opções de imóveis remanescentes e que agora podem ser adquiridos por quem quiser se beneficiar das novas regras para financiamento habitacional.

No empreendimento Nova Barra, por exemplo, que já está pronto, há 31 unidades disponíveis de um total de 314 colocadas à venda pela construtora João Fortes. Os preços são a partir de R$ 190 mil. No Conde de Place, na Tijuca, da Concal, ainda há duas coberturas disponíveis.

No empreendimento de três quartos, os preços são a partir de R$ 497 mil.

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