22/04/2014

Saiba como anda a variação de preços dos imóveis nas sedes da Copa

Até agora, Mundial não alterou significativamente os valores para venda e locação

Fonte: ZAP Imóveis

A menos de dois meses do início da Copa do Mundo, o impacto no preço dos imóveis por conta do Mundial não tem sido significativo. Segundo Eduardo Zylberstajn, coordenador do FipeZap, em algumas cidades, como Curitiba, houve redução no valor médio do metro quadrado em fevereiro de 0,07% em relação a janeiro. “Em Brasília, há dois meses os valores não sobem. Em São Paulo, segue com força, mas num ritmo mais calmo. Já o Rio de Janeiro está bem aquecido”, afirma.

Saiba como anda a variação de preços dos imóveis nas sedes da Copa
Há cidades que o preço do imóvel sobe menos que a inflação (Foto: Thinkstock)

Na avaliação de Zylberstajn, os preços dos imóveis não sobem por causa da Copa. “Eles já vinham subindo e isso não tem nada a ver com o Mundial. Há relação com as diversas mudanças na economia, como a queda na taxa de desemprego, melhora da renda, mais crédito, juros menores, entre outros fatores”, explica.

De acordo com ele, hoje o movimento de alta nos preços de imóveis para venda está convergindo para a inflação, mas já há cidades onde sobem menos que a inflação. “Os preços dos imóveis refletem o valor que as pessoas atribuem a cada localidade por conta de fatores como mobilidade urbana, boas escolas, pouca violência, entre outros, e não são eventos como a Copa do Mundo que terão grande impacto no preço”, pondera.

Ele complementa que, mais perto da realização da Copa, o que pode ocorrer é justamente o contrário, ou seja, os preços caírem. Isso por conta de algumas expectativas não terem se concretizado, como os investimentos em mobilidade urbana.

Veja a variação do preço do metro quadrado em oito das cidades que sediarão o Mundial:

Locação – Em relação à locação, pode ocorrer um aumento temporário nos valores por causa do aumento do número de pessoas nas cidades que sediarão o evento. “Mas não deve ser essa a tendência para os preços permanentes dos imóveis. Isso só teria sentido se houvesse mais investimentos em mobilidade urbana, mas só ocorreria em lugares bem localizados, próximos aos estádios e em cidades que não tinham essa infraestrutura. Não é o caso de Itaquera, em São Paulo, por exemplo, que já tinha metrô, e isso provavelmente já estava refletido no preço dos imóveis”, analisa.

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