09/04/2009

Saiba onde estão os imóveis do programa

Fonte: Jornal da Tarde

Apesar de o programa começar a valer oficialmente na próxima segunda-feira, os interessados já podem reservar unidades

Quem quiser comprar a casa própria pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, pode aproveitar o feriado para começar a procurar seu imóvel. Na Grande São Paulo, existem várias opções com preços até R$ 130 mil, que estão à venda mas ainda não começaram a ser construídos.

Apesar de o programa começar a valer oficialmente na próxima segunda-feira, os interessados já podem reservar unidades. “Se o apartamento custa menos de R$ 130 mil e a família se enquadra no limite de renda de até dez salários mínimos, já é possível comprar”, diz João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi).

Para ter acesso às vantagens, porém, é necessário financiar o imóvel com a Caixa Econômica Federal. Como o processo de aprovação do crédito demora algumas semanas, quando o financiamento for liberado o mutuário já contará com as vantagens do programa.

Levantamento feito pelo Jornal da Tarde mostra que, na região metropolitana, existem diversos empreendimentos que se enquadram no “Minha Casa, Minha Vida”. A maioria está localizada em regiões periféricas – por enquanto, nos bairros centrais será mais difícil comprar um imóvel de até R$ 130 mil.

“Os preços dos terrenos foram muito inflacionados nos últimos anos”, justifica Milton Bigucci, presidente da M.Bigucci, construtora especializada em empreendimentos para o segmento econômico. “Hoje, para viabilizar projetos para a baixa renda é preciso ir para a periferia.”

O diretor do segmento econômico da Rossi, Renato Diniz, confirma que os preços dos terrenos dificultam os empreendimentos de até R$ 130 mil na capital. “A grande maioria dos lançamentos será em regiões periféricas.”

Diniz não descarta, porém, que alguns imóveis sejam lançados em bairros mais valorizados. “A Rossi está, inclusive, olhando terrenos para esse tipo de empreendimento na zona sul de São Paulo”, revela o diretor. “Com terrenos menores, é possível verticalizar mais, o que permite que a conta feche.”

A construtora Cury, especializada em empreendimentos para as classes média e média baixa, também acredita na viabilidade de lançamentos em regiões centrais. “É difícil achar essas áreas, mas há algumas possibilidades”, afirma o presidente da empresa, Fábio Cury. “Mooca, Belém e até o centro de São Paulo podem receber empreendimentos assim”, cita.

A expectativa é de que, durante o ano, novos empreendimentos sejam lançados para a faixa de renda entre três e dez salários mínimos (R$ 1.395 e R$ 4.650). A Rossi, por exemplo, aguarda a aprovação das prefeituras para três projetos: um em Santo André, com 1.400 unidades, um em São Bernardo do Campo, com 600 unidades, e outro na zona oeste da capital, com 600 unidades.

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