23/01/2009

Salas comerciais são opção para investir

Fonte: Jornal da Tarde

Após forte ocupação residencial, há demanda por escritórios para atender aos moradores

Werther Santana/AEZap o especialista em imóveisCondomínio Sky House, na valorizada Rua Carlos Weber, uma das mais procuradas da Vila Leopoldina

Nos últimos anos, a Vila Leopoldina consolidou a tendência de verticalização residencial, apesar de ela estar concentrada em algumas vias e ainda poder ser desenvolvida – vide grandes empreendimentos atualmente em construção no bairro. Porém, o bairro ainda carece de salas comerciais para atender a profissionais liberais residentes na região que queiram trabalhar próximos à residência. Ou seja: uma boa opção para quem quer investir na região.

O fenômeno pode ser visto em avenidas como a Imperatriz Leopoldina, que ainda abriga a maioria dos estabelecimentos comerciais. “A necessidade dos novos moradores do bairro são pequenos escritórios para arquitetos e advogado que migraram de outras regiões”, afirma Sergio Beccaria Canton, gerente de desenvolvimento imobiliário da Fernandez Mera. “Recentemente, lançamos 100 unidades com 42 m,², e elas foram totalmente vendidas, basicamente, para o público da região”, afirma.

Segundo o gerente, a maior capacidade de valorização está em vias próximas ao Ceagesp, entre as avenidas Imperatriz Leopoldina e Gastão Vidigal . “Nelas, o valor de venda não é tão alto como na Rua Carlos Weber. Está um pouco mais baixo e tem maior tendência de valorização”, explica Canton.

Marcelo Dadian, diretor regional em São Paulo da Rossi, concorda. “O trecho da Avenida Gastão Vidigal em direção à Rua Carlos Weber está mais consolidado. Já o trecho ao sul da avenida, em direção à marginal, passa por um processo de transição.”

Cyro Naufel, diretor de atendimento da Lopes, também cita vias como a Guaipá, que começam a ser ocupadas, além do trecho próximo à ponte Anhanguera. “Lançamos empreendimentos no trecho no ano passado. Os 400 apartamentos do Podium, da Cyrela, foram vendidos. A tendência é que a região se valorize ainda mais com a construção da nova ponte e consequente melhoramento viário nesse trecho da marginal.”

Naufel lembra que o preço médio do m² na região, que está na faixa de R$ 3,5 mil, atingia o patamar de R$ 2,8 mil o m² há, no máximo, quatro anos, uma valorização média de 20% em uma região que, além da nova ponte, pode se valorizar com a chegada do Metrô em Pinheiros, prevista para acontecer em 2010.

Essa possibilidade de valorização traz a reboque oportunidades também para grandes empreendimentos comerciais, pois gera público consumidor, sublinha Naufel. “Supermercados, como o Wal-Mart, já se instalaram na região. O comércio de rua também tem espaço para se expandir.”

Dadian verifica a tendência do bairro em receber moradores de regiões próximas, como aconteceu com o Morumbi, por causa de seu preço mais competitivo.

Zap o especialista em imóveisCanteiros de o bras e tapumes dominam a paisagem na concorrida Vila

“Lógico que prefiro morar em um terreno com infraestrutura completa de lazer do que morar em torre única sem ela, pagando ainda mais caro”, opina.

O gerente não hesita em considerar o bairro como o que tem o maior potencial da zona oeste da cidade. “Além de uma ótima infraestrutura de transporte, tem fácil acesso para a Marginal Pinheiros e rodovias como a Bandeirantes. Além disso, está próximo ao parque e ao shopping Villa-Lobos”, diz.

“Há dois anos, o mercado imobiliário trabalhava com o nome Alto da Lapa. Resolvemos assumir o nome Vila Leopoldina, para valorizar o bairro, que cresceu em percepção”, completa.

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