11/01/2008

Santo André atrai os econômicos

Fonte: Jornal da Tarde

Oferta de grandes áreas favorece investimentos em
mega empreendimentos a preços mais acessíveis

Enraizada no segundo principal eixo industrial do Estado, a cidade de Santo André cresceu pela força das máquinas de suas fábricas. Embora muitas delas tenham migrado para outras plagas na década passada, legando ao município do ABC Paulista uma vocação de serviços, as máquinas não cessaram.
Aliás, continuam a trabalhar a pleno vapor em produções à toque de caixa. Só que agora além de peças para abastecer as
metalúrgicas, produzem também imóveis para suprir uma
enorme demanda de moradores.

Sergio Castro/AEZap o especialista em imóveisVista de terreno da marca Olá, do Grupo Klabin Segall, onde serão erguidas 744 unidades voltadas para a classe média baixa em região industrial fabril

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesse contexto, a vasta oferta deterrenos ‘ociosos’que a cidade possui tem caído como uma luva para as empresas do mercado imobiliário que estão focando seus investimentos em lançamentos residenciais para o segmento econômico. Em Santo André, as grandes áreas disponíveis tem possibilitado a construção de mega empreendimentos, com inúmeras torres e centenas de unidades mais compactas, o que acaba barateando o preço final.

“Santo André é a cidade onde tem chance de ocorrer o desenvolvimento dos empreendimentos populares porque ainda existem muitas áreas passíveis de receber investimentos de grande porte”, explica o presidente da Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande
ABC (ACIGABC), Milton Bigucci.

Prova disso é quea construtora dirigida por ele, em parceria com a Abyara e a Schain, outras duas grandes empresas do setor, planeja lançar em breve um empreendimento com esse perfil e mum terreno de 109 mil metros quadrados, no bairro Jaçatuba. “Será um produto voltado mais para a baixa renda, aproveitando a grande demanda que existe na região e as
facilidades para obtenção de crédito, com prazos mais longos e
prestações menores”, afirma o consultor comercial da Schain, Fábio Donegá.

Outra empresa que também viu em Santo André uma excelente
oportunidade para iniciar suas atividades no segmento econômico foi a Olá, marca popular do Grupo Klabin Segall.

De olho nos trabalhadores das fábricas e companhias de serviços concentradas na região, a incorporadora lançou em novembro o empreendimento Conquista, localizado entre a Pirelli, a Eluma (produtora de metais) e a Magneti Marelli (auto peças), na Vila Homero Thon.

“Existe um eixo fabril em torno do nosso terreno, que acaba proporcionando um ótimo mercado comprador”, relata o diretor de vendas e marketing, Paulo Pôrto. No espaço de 18 mil metros quadrados serão erguidas oito torres com 744 unidades. Os apartamentos custam entre R$ 86 mil (dois
dormitórios) e R$126 mil (três).

Diretor de Atendimento da Habitcasa, braço popular da Lopes, imobiliária que vende as unidades do Conquista, Jair José de Faveri, confirma que a demanda por imóveis econômicos é grande em Santo André. “Tiveram pouquíssimos
lançamentos nessa faixa no passado”, diz.

Prova disso é que dos 15 lançamentos em Santo André entre janeiro e novembro de 2007, apenas oito tinham trêsou mais dormitórios. A tendência, acredita Faveri, é que essa proporção caia.

O melhor preço da região

Entre as três cidades economicamente mais importantes
da região do ABC Paulista – Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul – Santo André é a que oferece o metro quadrado mais barato em seus lançamentos residenciais.

Segundo levantamento feito pelo JT, com base nos dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o preço médio do metro quadrado dos imóveis novos em território andreense variou, no ano passado, entre R$ 1,3 mil e R$ 2 mil, enquanto que em São Bernardo a média oscilou entre R$1,8 mil e R$2,5 mil e em São Caetano ficou próximo
dos R$3 mil, o metro.

O preço mais acessível, porém, tem uma explicação óbvia: o tamanho dos imóveis. Em Santo André, a média da área útil das novas unidades ficou em 103 m², a o passo que em São Caetano foi de 122 m² e em São Bernardo de 126 m².

A tendência, segundo os construtores que investem na região,
é que os futuros lançamentos em Santo André, principalmente, tenham unidades ainda mais compactas e custos menores.
Somente entre janeiro e novembro de 2007, segundo a Embraesp, foram lançadas 1,9 mil unidades.

 

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