06/07/2008

São Bernardo, uma nova opção

Fonte: O Estado de S. Paulo

Cidade tem recebido grande número de lançamentos com preços bem mais atrativos que os da capital

Paulo Libert/AEZap o especialista em imóveisNovo bairro – Domo terá 140 mil m² com residências e serviços

A indústria imobiliária está investindo pesado no município
de São Bernardo do Campo, no Grande ABC paulista. De janeiro a maio deste ano, foram lançadas 2.014 unidades, em 13 empreendimentos. O ritmo forte acompanha o aquecimento verificado no ano passado, quando a cidade foi a zona de valor com a maior concentração de unidades lançadas em toda Região Metropolitana de São Paulo, segundo relatório anual divulgado em junho pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Em 2007, foram 4.999 casas e apartamentos lançados, em 26 empreendimentos.

Um dos motivos que explicam tanta atenção do mercado
é a viabilidade da construção. “O terreno é bem mais barato
que na capital. E existe uma infra-estrutura comercial e de
serviços muito boa, com uma condição de vida talvez melhor
que a de São Paulo, porque ainda não está prejudicada pelo
trânsito ou outros problemas da cidade grande”, ressalta
Luiz Paulo Pompéia, diretor da Embraesp.

A relação custo-benefício que está implícita nessa fórmula tem atraído não apenas os empreendedores, mas também
compradores de bairros paulistanos em busca de boas moradias a preço menor. “Essas unidades têm retirado uma boa fatia de compradores de bairros como Ipiranga, Sacomã, até mesmo Saúde e Jabaquara. As pessoas começam a olhar o
ABC com outros olhos, pelo preço e a qualidade de habitação’, diz Pompéia”

E a relação fica mais visível quando se compara o preço médio
do metro quadrado de área útil na cidade, de R$ 2.557,46,
ao de bairros como o Ipiranga, na zona sul, onde o valor é R$
3.570, ou Saúde, R$ 3.168, para unidades novas lançadas de janeiro a maio deste ano.

O segmento com maior número de unidades novas é o de
três dormitórios. Até maio, foram lançados 994 casas e apartamentos em São Bernardo com este perfil que tem área útil média de 75,44 metros quadrados. Depois, vêm as unidades de dois quartos, com 664 registros e área útil média de 53,24 m².

Transformação

Com o movimento provocado pelo mercado imobiliário, o cenário típico das cidades industriais do Grande ABCD, de prédios e casas dividindo espaço com fábricas, começa a mudar.

É que grande parte dos novos empreendimentos deve ocupar
o lugar dos antigos galpões de indústrias que deixaram as cidades da região nos últimos 20 anos. É o caso do condomínio Domo, da Agra, que será construído numa área deixada pela fábrica de cobertores Tognato, em São Bernardo; e também do loteamento Espaço Cerâmica, da Sobloco, em São Caetano do Sul, localizado onde funcionou uma fábrica de cerâmica.

“A valorização imobiliária empurra a indústria para fora
da cidade. É um processo generalizado de toda Região Metropolitana, mas que aparece muito ali no ABC, principalmente noBe no A,que têm uma indústria forte, um parque industrial significativo”, diz Pompéia.

Outro fato que pode contribuir para o mercado imobiliário
no ABC, segundo o diretor da Embraesp, são as obras viárias.
“Quando o Rodoanel ficar pronto, acredito que poderá inclusive estimular uma ocupação residencial tambémem Diadema e Mauá.

Porque esses municípios vão ficar mais próximos.” Além disso, as obras previstas que devem ligar as Avenidas Água Espraiada e a Roberto Marinho até a Rodovia dos
Imigrantes, também vão melhorar o acesso ao ABC. “É uma
região que ainda tem um posicionamento estratégico em relação ao Porto de Santos, que é outro vetor de interesse.”

 

 

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