27/05/2007

Segmento de 3 quartos é o que mais cresce

Fonte: O Estado de S. Paulo

Número de lançamentos saltou de 15, em 2006, para 43, em 2007

Ernesto Rodrigues/AEZap o especialista em imóveisAquecimento – Todos os padrões de lançamentos cresceram significativamente desde abril

O número de lançamentos residenciais mais do que dobrou no primeiro quadrimestre de 2007, em relação ao mesmo período do ano passado, na capital paulista. Conforme levantamento divulgado pela Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), de janeiro a abril deste ano, foram lançados 122 condomínios residenciais em São Paulo, enquanto, em 2006, o número foi de 54 empreendimentos.

“A gente tem previsão de aumento bastante significativo em relação ao ano passado”, afirma o superintendente-regional da construtora Brascan, Leon Bensoussan. A construtora dobrou o número de lançamentos residenciais no período e ampliou o foco de atuação para a classe média. “Com a queda das taxas de juros, a tendência é termos um ano maravilhoso.”

A queda dos juros provoca um impacto positivo no crédito imobiliário: “Não só os lançamentos aumentaram como também o resultado das vendas ”, acrescenta Marcelo Dadian, diretor-comercial da Rossi Residencial. Com o aumento da procura, a construtora ampliou de cinco, em 2006, para sete lançamentos, até abril de 2007.

“Houve crescimento de 150% no número de lançamentos”, diz Daniel Setin, da construtora Setin. “Já entramos no ano com essa meta.” Para ele, o aquecimento da economia e o cenário favorável ao crédito são as principais causas. “Temos maior poder de barganha entre clientes e investidores e podemos fazer planejamento estratégico de crescimento.”

Todos os padrões de imóveis cresceram significativamente em número de lançamentos, com destaque para os de três dormitórios. Essa fatia do mercado teve um salto de 15,7 empreendimentos nos primeiros quatro meses de 2006 para 43,3, em 2007. E superou o número de empreendimentos de quatro dormitórios (38,5), que ao longo de todo o ano passado lideraram os investimentos.

Mas, se levado em consideração o número de unidades lançadas, é possivel perceber uma reversão de tendência. O maior motor do mercado tem sido o segmento de dois dormitórios. Em 2006, foram lançados 1.965 apartamentos. Este ano, a marca chega a 3.489 – quase a metade do total de unidades: 7.334.

“Nunca houve um cenário tão positivo para o crescimento das vendas para as classes média e baixa”, afirma Setin. De acordo com o executivo, estes segmentos estão com maior poder de compra, alavancado pelos juros mais baixos das linhas de financiamento habitacional.

Para o diretor da Tishman Speyer, Fernando Kenworthy, o impulso do crédito deve mover o mercado com o um todo. “Porque disponibiliza mais condições para mais gente. O crédito é um indutor do crescimento do mercado”, afirma.

As unidades têm ficado menores. Enquanto a área útil média dos apartamentos de dois dormitórios em 2006 era de 53 metros quadrados, este ano encolheu para 51 metros quadrados. O mesmo é verificado no segmento de três dormitórios, que passou de 86 metros quadrados para 85 metros quadrados. Apenas os imóveis de alto padrão ficaram menos apertados. Aumentaram de 172 metros quadrados para 197 metros quadrados em média.

Números

122 lançamentos foram registrados nos primeiros quatro meses de 2007, em São Paulo, segundo a Embraesp. No ano passado, foram 54.

51 metros quadrados é o tamanho médio da área útil dos imóveis de dois dormitórios lançados até abril deste ano

7.334 unidades foi o total de imóveis lançado de janeiro a abril na capital paulista, sendo 3.489 de dois dormitórios e 1.889 de três dormitórios

346.859 m² foi a área total dos terrenos que vão abrigar novos empreendimentos lançados até abril

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