06/10/2010

Serviço voltado para quem quer dividir apartamentos, em Nova York, propõe encontros em grupo

Fonte: O Globo
(Foto: Divulgação)
Participantes em encontro no Brooklyn trocam informações e conversam antes de fechar contrato de divisão de apartamento (Foto: Kenneth Dickerman para o The New York Times)

Dividir apartamento com um desconhecido pode parecer estranho. Mas este tipo de situação é bastante comum, principalmente entre jovens que, ao mudarem de cidade para iniciar novos estudos ou trabalhos, ou, simplesmente, movidos pelo desejo de sair da casa dos pais, acabam procurando alguém para dividir uma moradia e, assim, reduzir os gastos. E, muitas vezes, esse “contrato informal” é feito com pessoas que acabaram de conhecer.

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Para evitar más surpresas com os novos companheiros de apartamento, o biólogo Dene Farrell e o designer gráfico Orlick Jeff, de Nova York, resolveram criar o “Procuram-se companheiros de quarto” (em inglês, “Roommates wanted”), um novo serviço que permite que os inquilinos em potencial se encontrem em grupos, geralmente num bar ou clube, evitando entrevistas demoradas por telefone e a necessidade de abrir logo a casa para um desconhecido. Segundo matéria publicada no jornal New York Times, o serviço foi criado por Farrel e Jeff como uma resposta à ineficiência de sites especializados, como os americanos Craiglist e o Backpage, que não oferecem proteção contra fraudes.

“Nós representamos uma reação contra a web”, disse Farrell, que tem 27 anos. – Estamos tentando mudar a dinâmica de anonimato dos sites ao dar a possibilidade de o companheiros de apartamento em potencial se encontrarem cara a cara e começarem a estabelecer contato antes de morarem juntos.

Os encontros duram, em média, duas horas, e acontecem no segundo e terceiro domingo de cada mês, em bares. Os grupos são formados por entre 15 e 50 pessoas, com idades entre 20 e 30 anos. O custo de cada encontro é de US$ 5.

Antes de começar a reunião, cada participante recebe uma etiqueta com o seu nome e uma cor, que pode ser verde, caso tenha um apartamento e esteja procurando alguém para dividir, ou vermelha, se estiver na busca de um lugar para morar. Em seguida, é iniciado um ciclo de bate-papos e troca de informações. Os dois fundadores dizem que estão abertos a expandir o serviço para outras cidades, mas que, por enquanto, estão se concentrando em Nova York.

De acordo com Jeff, o “Procuram-se companheiros de quarto” não é tão procurado pelos que têm um quarto para alugar quanto por aqueles que precisam achar um espaço para morar:

“Por já terem um apartamento para morar, essas pessoas não se sentem tão desesperadas.”

Em resposta, ele começou a enviar e-mails para pessoas que tinham quartos anunciados no site Craigslist, sugerindo um encontro com os participantes do “Procuram-se companheiros de quarto”. Uma delas foi uma garçonete de 34 anos. Ao mostrar as fotos do apartamento em que morava, não titubeou ao falar de suas expectativas com o novo companheiro de quarto:

“Sou muito exigente”, disse ela, segurando fotos de seus dois quartos vagos.” “Vou escolher uma garota ou um cara gay. Eu também sou alérgica a gatos e um monte de gente aqui tem gatos.”

Em geral, os grupos do “Procuram-se companheiros de quarto” são compostos pelo mesmo número de homens e mulheres. Mas o tipo de público, de acordo com Jeff, varia conforme o bairro.

“Em Williamsburg, as pessoas são mais despreocupadas e extrovertidas, por exemplo”, completa. (com informações do New York Times).

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