30/10/2006

Sesc, o mais novo point da Dumont Villares

Fonte: O Estado de S. Paulo

Primeira unidade do gênero na região já surge como principal pólo cultural

No espaço de uma velha fábrica de tintas e com R$ 40 milhões foi erguida a mais nova unidade do Sesc na capital e a primeira da zona norte, que será aberta no dia 22, com show de Beth Carvalho.

A última vez que o Serviço Social do Comércio teve um espaço na região foi entre 1947 e 1960, quando um casarão na Rua Voluntários da Pátria abrigou a organização. Mas logo o espaço fechou.

Desta vez, as instalações vieram para ficar, na Avenida Luiz Dumont Villares. Como fica no Jardim São Paulo, sugeriu-se que tivesse esse nome. Mas logo virou Sesc Santana, em homenagem ao tradicional bairro entre o Rio Tietê e a Serra da Cantareira.
E espera receber de 2.500 a 3 mil pessoas por dia, entre moradores de Vila Guilherme, Vila Maria, Casa Verde, Tucuruvi, Água Fria, Tremembé, Jaçanã e quem mais chegar.

O que difere esta unidade das outras? “É a mais exposta, mais visível”, diz o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda. “O prédio de Pinheiros, por exemplo (inaugurado em 2004), fica meio perdido entre outros edifícios. Este tem um destaque, cursos específicos e um espaço distinto para informática. Não é uma escola de cursos de informática.

É equipamento colocado à disposição para se usar do jeito que quiser, desde que dentro da lei.”

Quem pode usar o Sesc? Empregados do comércio e de prestadores de serviço. A programação é para todos, mas privilegia a terceira idade e as crianças, os dois extremos. Tudo é criado pela instituição a partir de recursos das empresas, que repassam compulsoriamente 1,5% da folha de pagamento.

O novo centro nasce com um teatro de 349 lugares – detalhe: os artistas do bairro terão espaço garantido na programação cultural – e quadra poliesportiva, com brisas para controle da incidência da luz do sol e ventilação natural.

Para completar, há uma piscina coberta para todas as idades (que também pode receber luz e ventilação naturais), solário, área de convivência, sala de múltiplo uso, de ginástica, quatro consultórios de odontologia, além do restaurante – que por lá se chama Comedoria e vai atender mil pessoas por dia.

A cinco minutos do metrô, vizinho de uma das avenidas mais badaladas da cidade, o local já nasce como um pólo de concentração de público. “Claro que traz algum tipo de repercussão no trânsito, mas isso é negociado com a Prefeitura.

Levando em conta os outros – Belenzinho, Vila Mariana, Ipiranga – tem sido positivo o impacto no entorno”, afirma Miranda. “Não fazemos nada luxuoso, só o melhor possível. E a tendência é o entorno acompanhar. E os prédios ficam sempre perto do metrô, de uma grande avenida. A intervenção acaba por requalificar o entorno.”

Mas o grande impacto, ressalta o diretor, está no plano sociocultural. “Quando abrimos o Sesc Pinheiros, na primeira hora o prédio foi integralmente ocupado pelas pessoas. Sentia que estavam tomando conta de alguma coisa que era delas.

Não é entrar por curiosidade. Já vêm e ocupam, tomam conta de tudo e se sentem donas.”
 

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