11/11/2009

Sete anos depois do filme que o tirou do anonimato, Edifício Master ganha nova identidade

Fonte: O Globo

Rio de Janeiro – No jargão musical, remasterizar significa nivelar o som, corrigindo imperfeições. Para os cerca de 500 moradores do Edifício Master, em Copacabana, o verbo pode ser usado como sinônimo de transformação. Em 2002, o cotidiano de 37 deles foi parar nas telas do cinema, em documentário dirigido por Eduardo Coutinho. Mais do … Continue lendo “Sete anos depois do filme que o tirou do anonimato, Edifício Master ganha nova identidade”

Rio de Janeiro – No jargão musical, remasterizar significa nivelar o som, corrigindo imperfeições. Para os cerca de 500 moradores do Edifício Master, em Copacabana, o verbo pode ser usado como sinônimo de transformação. Em 2002, o cotidiano de 37 deles foi parar nas telas do cinema, em documentário dirigido por Eduardo Coutinho. Mais do que revelar os bastidores de um edifício popular de 276 apartamentos, distribuídos em 12 andares, o filme virou um divisor de águas. Marcou o fim de anos a fio de decadência, abandono e má fama. De quebra, valorizou os preços dos imóveis e atraiu novos moradores.

Hoje, quem aporta por lá depara-se com um hall com jardins bem cuidados. A inspiração, diz o síndico Sérgio Carvalho Casaes, vem da ikebana, arte japonesa de arranjos florais. Em dias chuvosos, o piso reluzente não sofre ameaças nem mesmo do pinga-pinga inces$dos guarda-chuvas. Eles são embalados, logo na entrada, por um dispositivo encontrado apenas em alguns shoppings da cidade.

Alguns passos adiante, um segurança de semblante austero observa o vaivém de moradores e visitantes. Quatro homens revezam-se no ofício. São 24 horas sem sair de cena. Cabe a outros dez funcionários manter em ordem o edifício, que hoje é vigiado por 64 câmeras. São três por andar, além das existentes na portaria e demais áreas comuns. Qualquer deslize é transmitido ao vivo, por intermédio de um grande painel instalado próximo aos quatro elevadores.

A convivência entre moradores e a exposição nacional, juntas, deram uma nova identidade ao Master
– Tudo mudou depois do filme. Trocamos tubulações e cabeamentos, instalamos TV a cabo coletiva… Sem cobrar taxa extra, uma grande reclamação anteriormente. E, isso, apenas com o condomínio, que hoje está em R$ 286 – diz Casaes, no comando do Master desde 1997.

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