27/04/2007

Setor de imóveis bate recorde

Fonte: O Estado de S. Paulo

Ritmo de venda de fevereiro foi o maior desde 1995

Keiny Andrade/AE–6/8/2006Zap o especialista em imóveisSaindo do forno – 58% das vendas são de imóvel em lançamento

O mercado imobiliário começou o ano aquecido. A velocidade de vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo atingiu em fevereiro 9,1% do total ofertado no período, a maior marca para esse mês já registrada de 1995. Em janeiro, o indicador estava em 7,4% e, em fevereiro do ano passado, havia sido de 8,3%, segundo pesquisa do Secovi, o Sindicato da Habitação.

De acordo com o Secovi, o escoamento dos imóveis neste início de ano ocorreu num ritmo superior à velocidade dos lançamentos, sinal de aquecimento do mercado. Com isso, a oferta diminuiu mais que 20% na comparação anual. Em fevereiro deste ano foram ofertadas 16.416 unidades, ante 20.554 no mesmo mês de 2006.

Das 1.565 unidades vendidas em fevereiro, 58% estavam em fase de lançamento. Neste ano, o total de imóveis comercializados já soma 2.870, ante 1.370 no primeiro bimestre de 2006. Mais de um terço (36%) das vendas foram de unidades com dois dormitórios, isto é, de imóveis voltados para classes de menor renda.

Para o vice-presidente de Incorporação Imobiliária do Secovi-SP, João Batista Crestana, essa tendência deve persistir ao longo dos próximos meses. “Não há boom, bolha nem euforia no mercado imobiliário, apenas uma mudança de paradigma”, afirmou ontem a uma platéia de executivos dos setor, durante um seminário realizado em São Paulo, com o apoio do jornal O Estado de S.Paulo, para discutir as tendências do mercado imobiliário em 2007.

Para o diretor executivo da vice-presidência de Incorporação do Secovi-SP, Celso Petrucci, está começando um ciclo virtuoso no setor, comandado pela iniciativa privada, que deve durar entre cinco e dez anos. Um dos sinais dos sinais desse bom momento, observa, é abertura de capital das empresas do ramo. Até o dia 23 deste mês, 17 empresas do setor imobiliário abriram o capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). “Desde 2005 até hoje, as captações somam R$ 12,42 bilhões.”

Na opinião de Crestana, a mudança de paradigma do setor imobiliário foi desencadeada pela concorrência, com a chegada de bancos estrangeiros que começaram olhar para o crédito imobiliário. Além disso, com a estabilidade da economia, a queda da taxas de juros e o alongamento dos prazos, os planos com prestações fixas e recursos da poupança – autorizadas no fim do ano passado – ficaram adequados ao poder de compra da população. “A renda não melhorou, mas as condições de financiamento, sim.”

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.